sábado, 4 de julho de 2020

Homenagem a Gil Gomes



Gil Gomes em entrevista na TV Cultura

Durante as décadas de 1970 e 1980 o estilo de contar histórias de Gil Gomes garante à antiga Rádio Record uma marca registrada das manhãs em cidades do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.

Se estivesse vivo, o comunicador, que nos deixou no final de 2018, teria completado 80 anos de idade neste ano. Para lembrar Gil Gomes, você vai acompanhar algumas peças realmente raras: tem o repórter policial participando do Café com Bobagem no início da década de 1990, uma história completa narrada por Gil Gomes e o quadro Interferência, que produzo para o “Você é Curioso?”, da Rádio Bandeirantes, em que apresento uma conversa que o saudoso comunicador manteve com um outro repórter bem peculiar, Ernesto Varela, personagem vivido por Marcelo Tas.

Ouça o especial no podcast Peças Raras no player abaixo ou neste link:



E já que o Gil Gomes comentou sobre as inúmeras imitações que eram feitas dele, aqui você ouve uma participação do repórter policial no Café com Bobagem. No início dos anos 1990, a turma estava na Rádio Bandeirantes, mas até hoje continua no ar no SBT e na Transcontinental FM.  

E já que o assunto é imitação de Gil Gomes, Mario Okuhara, amigo radialista e também colaborador do “Você é Curioso?”, com o boletim Mais 81, fez um boletim incrível sobre programas policiais no Japão.

O sucesso de Gil Gomes, que foi uma das maiores audiências do rádio nos anos 1980, ao lado de outros grandes comunicadores como Eli Corrêa, Afanázio Jazadji e Zé Bettio, vai além de um talento singular para contar histórias.
Era na voz dele que o público acompanhava a dramatização de crimes violentos e envoltos em mistério. Também havia histórias de amor e ciúme. E é uma dessas que você vai ouvir com o jeito único de contar histórias que marcou a trajetória de Gil Gomes no rádio.

Em julho de 1989, Maria Tereza P. Costa defendeu sua dissertação de mestrado. Intitulada “A justiça em Ondas Médias: o programa Gil Gomes”, o texto, cujo link você encontra na postagem sobre essa homenagem ao radialista no blog Peças Raras, analisou histórias e cartas dos ouvintes entre os anos de 1977 e 1987. Nessa época, o repórter policial estava no auge de sua carreira e era líder de audiência pela Rádio Record de São Paulo. Compartilho aqui algumas observações da hoje antropóloga e professora Maria Tereza Costa contidas na dissertação, que foi lançada pela Editora da Unicamp:



Antes de Gil Gomes, a crônica policial radiofônica já havia contado com outros programas que fizeram história, como “O Crime não Compensa”, na Rádio Record, e o não menos famoso “Patrulha Bandeirantes”. Aliás, essa foi a primeira reconstituição que fizemos em 2014, quando comecei o quadro Interferência no “Você é Curioso?”. A dramatização contou com a participação mais do que especial de Salomão Ésper. É com esse áudio que vamos terminar mais uma edição do podcast Peças Raras.

Outras reconstituições de programas de rádio feitas no Interferência podem ser acompanhadas no blog www.interferenciaradiobandeirantes.blogspot.com

sábado, 27 de junho de 2020

Interferência - O rádio faz escola




Em um país de dimensões continentais, o rádio chega em lugares em que não há sequer sinal de internet e às vezes nem de TV.
Quando as salas de aula migram para as salas das casas dos alunos, o centenário meio de comunicação volta a ocupar um lugar central.
Entre dezenas de regiões em que o rádio tem transmitido educação é em Caicó, no Rio Grande do Norte, que encontramos uma experiência das mais interessantes. A Rádio Rural, criada em 1963 justamente para irradiar aulas, agora volta a servir de sintonia entre professores e alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos
E como na época em que o rádio teve sua fase de ouro, na zona rural, as aulas são apresentadas às 7 da noite, no momento em que os alunos estariam na escola, após um dia de trabalho.
As aulas acontecem com os melhores recursos radiofônicos, com música ao vivo, entrevistas e debates sobre os conteúdos das aulas e ainda a participação dos alunos/ouvintes.
Em tempos de isolamento social, o rádio se mantém em sintonia com o pensamento  do professor Edgar Roquette-Pinto, o pai do rádio no Brasil. Ele costumava dizer que “O rádio é o jornal de quem não sabe ler, o mestre de quem não pode ir à escola;  o animador de novas esperanças e o consolador do enfermo"



sábado, 20 de junho de 2020




Nesta edição, ouça um depoimento do radialista e professor Marco Aurélio. Atualmente ele coordena a Rádio ONCB (Organização Nacional de Cegos do Brasil), onde apresenta às 9 da noite de terça o seu tradicional "Todas as Vozes".
Aqui ele fala sobre o poder do rádio de estimular a imaginação. Por meio de um sentido, a audição, o meio desperta os outros. Para ilustrar a fala do comunicador, você acompanha dois áudios de uma campanha do GPR (Grupo dos Profissionais de Rádio), que demonstra que no rádio, a gente não vê, mas enxerga tudo.

Acompanhe a entrevista completa com Marco Aurélio, realizada originalmente para o antigo NET Educação (atual podcast do Instituto Claro), em setembro de 2015.

sábado, 6 de junho de 2020

Interferência: Homenagem a Fiori Gigliotti



Nesta edição do quadro "Interferência", que é apresentado aos finais de semana no programa "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, ouça uma edição em homenagem a Fiori Gigliotti. 

Para lembrar os 14 anos em que as cortinas se fecharam para o locutor da torcida brasileira, ouça depoimentos de dois radialistas que conviveram com Fiori: Milton Neves e o saudoso Odayr Baptisa, que em entrevista exclusiva ao blog e podcast Peças Raras, em 2011, imitou o narrador esportivo. 

Também nesta edição acompanhe as palavras dos filhos de Fiori, Marcos Pazzini e Marcelo Gigliotti. Esse conta uma história curiosa da convivência com o futebol e com o pai. 

Abaixo, fique com a reportagem completa durante o lançamento do livro "Fiori Gigliotti - o locutor da torcida brasileira", que aconteceu no final de 2019 no Museu do Futebol / Pacaembu. 



Ouça mais:
- Nesta outra edição do podcast Peças Raras, acompanhe o histórico "Cantinho de Saudade com a história de Fiori Gigliotti", escrito por mim e narrado por Milton Neves. 


sábado, 30 de maio de 2020

Interferência: Homenagem a Mário Lima e campanha histórica da Folha






O locutor Mário Lima é um dos pioneiros do Clube da Voz, grupo que reúne grandes profissionais da publicidade brasileira.Na próxima quarta, 03 de junho, ele completa 80 anos de idade. E assim como muitos jovens de sua geração, cresceu tendo o rádio como uma referência, o que o influenciou profissionalmente.

Mário Lima ficou conhecido no meio por ser uma das vozes marcantes da antiga Rádio Eldorado. Foi quando passou por lá que teve a ideia de criar um estúdio de gravação de peças publicitárias.
Desde aquele momento, o locutor segue a trilha da locução publicitária.

Neste boletim, acompanhe uma delas,em que  juntamente com Ferreira Martins, Mário Lima deu voz a uma das peças publicitárias mais lembradas e premiadas do Brasil, “Hitler”, para a Folha de São Paulo. Aliás, vale ouvir com atenção em um momento em que as fake news podem ser tão nocivas.

Acompanhe a edição completa no podcast Peças Raras:




sábado, 23 de maio de 2020

O barulhento "Silêncio de um Chevrolet": ouça versão exclusiva do jingle



Em 2007, quando o blog e podcast Peças Raras completou um ano de existência, eu conversei com o compositor de músicas publicitárias, Thomas Roth, da produtora Lua Nova.

Na ocasião, perguntei qual jingle ele mais gostou de ter produzido. Ele citou um de Chevrolet, do qual havia sido intérprete. Curiosamente, revelou que uma das músicas publicitárias preferidas dele, entre as criações de outros jinglistas, também era para Chevrolet.

E é nesta trilha que seguimos. Você ouve a palavra de Thomas Roth e, na sequência, uma homenagem a Zé Rodrix.

Duas semanas antes de morrer, em 22 de maio de 2009, Rodrix deu sua última entrevista ao também saudoso Toninho Spessoto. No programa Papo de Músico, que era levado ao ar na Rádio USP de São Paulo, Rodrix relembrou esse jingle.
Mesmo depois de pegar carona em outra viagem, Zé Rodrix continua a fazer barulho com seu “Silêncio de um Chevrolet”. Em 2010, a música voltou repaginada na interpretação de Frejat e Edgard Scandurra.

No blog Peças Raras você conhece mais detalhes dessa história, em uma edição de 30 minutos de duração. Ouça no blog www.pecasraras.blogspot.com ou no seu aplicativo de áudio preferido (Spotify, Deezer, Google Podcasts, Apple Podcasts, Castbox, entre outros)


sábado, 16 de maio de 2020

O Repórter Esso e o anúncio do fim da 2ª Guerra






Durante mais de duas décadas, o Repórter Esso foi o principal noticiário do rádio. O jornalístico entrou no ar em 28 de agosto de 1941, quando o Brasil passou a apoiar os aliados na 2ª Guerra Mundial. Testemunha ocular da história. O slogan dava a dimensão da credibilidade que o Repórter Esso transmitia ao público.

Em cada grande capital do país, havia um jornalista que assumia o noticiário, mas o domínio da Rádio Nacional do Rio de Janeiro fez com que Heron Domingues se tornasse o mais conhecido em todos os cantos do Brasil.

Quando havia rumores de que o conflito estava para terminar, Domingues, com o objetivo de ser o primeiro a dar as últimas, outra assinatura do Repórter Esso, decidiu dormir na Rádio Nacional. A ideia era que, assim que chegasse o telegrama anunciando a rendição alemã, todos soubessem da boa nova na voz dele.
O Repórter Esso Heron Domingues

No entanto, depois de duas semanas, exausto, Heron Domingues foi convencido pelo assistente do departamento artístico da emissora, o Paulo Tapajós, a ir para casa descansar.

Mas antes, o jornalista gravou em uma fita o anúncio do fim da guerra. Se ele não estivesse na Nacional quando a informação chegasse, o áudio seria colocado no ar e outro jornalista complementaria a notícia que teria sido de toda forma trazida na voz de Heron Domingues.

Acontece que no momento em que o conflito acabou, a direção da rádio não encontrou a fita. Nesse meio tempo, até que a Nacional trouxesse a notícia, outra rádio importante da época, a Tupi do Rio de Janeiro, na voz de Décio Luiz chegou a anunciar o desfecho do conflito, mas fato é que a população só acreditou mesmo quando Heron Domingues foi testemunha ocular também dessa história.

Neste boletim, acompanhe um trecho do documentário que o mais importante Repórter Esso relembra como foi essa passagem da carreira dele.
Acompanhe também o episódio 15 do podcast Peças Raras, com uma edição especialmente dedicada ao Repórter Esso.