Todo primeiro sábado do mês, tem Interferência no "Você é Curioso?", programa de variedades que é apresentado das 10 às 12 horas na Rádio Bandeirantes. O quadro traz informações sobre um programa que fez história na emissora e, em seguida, os apresentadores Marcelo Duarte e Silvânia Alves - com a participação de convidados especiais - reconstituem um roteiro original ou adaptado da atração.
Nesta edição, ouça um depoimento do radialista e professor Marco Aurélio. Atualmente ele coordena a Rádio ONCB (Organização Nacional de Cegos do Brasil), onde apresenta às 9 da noite de terça o seu tradicional "Todas as Vozes".
Aqui ele fala sobre o poder do rádio de estimular a imaginação. Por meio de um sentido, a audição, o meio desperta os outros. Para ilustrar a fala do comunicador, você acompanha dois áudios de uma campanha do GPR (Grupo dos Profissionais de Rádio), que demonstra que no rádio, a gente não vê, mas enxerga tudo. Acompanhe a entrevista completa com Marco Aurélio, realizada originalmente para o antigo NET Educação (atual podcast do Instituto Claro), em setembro de 2015.
Nesta edição do quadro "Interferência", que é apresentado aos finais de semana no programa "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, ouça uma edição em homenagem a Fiori Gigliotti.
Para lembrar os 14 anos em que as cortinas se fecharam para o locutor da torcida brasileira, ouça depoimentos de dois radialistas que conviveram com Fiori: Milton Neves e o saudoso Odayr Baptisa, que em entrevista exclusiva ao blog e podcast Peças Raras, em 2011, imitou o narrador esportivo.
Também nesta edição acompanhe as palavras dos filhos de Fiori, Marcos Pazzini e Marcelo Gigliotti. Esse conta uma história curiosa da convivência com o futebol e com o pai.
Abaixo, fique com a reportagem completa durante o lançamento do livro "Fiori Gigliotti - o locutor da torcida brasileira", que aconteceu no final de 2019 no Museu do Futebol / Pacaembu.
No último dia 6 de maio, a Rádio Bandeirantes completou 83
anos de existência.
No quadro Interferência, que conduzo no "Você é
Curioso?", apresentei um áudio do início dos anos 1990. Nele, uma montagem
com jingles e slogans de campanhas publicitárias famosas demonstram o quanto o
rádio é amigo e cheio de qualidades.
Depois, você ouve um depoimento exclusivo de Ferreira
Martins, que conta qual a importância da emissora para o sucesso profissional
que alcançou. Hoje, Martins é considerada a grande voz da publicidade
brasileira. Até meados de 1990, ele era uma grande voz do jornalismo da
Bandeirantes.
"Quem fala ou escreve drible jamais dibrou alguém na vida...", disse um dia o jornalista esportivo Juca Kfouri.
E para dibrar a falta de campeonatos de futebol, emissoras de rádio e de TV tem recorrido à reconstituição de jogos históricos. Na internet também.
Neste episódio, dividido como em uma partida de futebol, no 1º tempo, você vai saber que esse tipo de "replay" já acontecida na década de 1960, quando Fiori Gigliotti comandava pela Rádio Bandeirantes o "Futebol de Ouro". Toda a equipe esportiva era reunida para produzir uma espécie de radioteatro de um jogo que não possuía registro em áudio.
Depois de conhecer a origem desse tipo de atração, vamos ao 2º tempo. Nele, o destaque é uma iniciativa que entrou na área recentemente: o canal Dibrou Oficial no Youtube. É a nova jogada de mestre de Renato Rainha, que estreou com a série "Copa de 70 - 50 anos do Tri". Todos os jogos do Brasil daquele torneio ganharam nova narração de Renato Rainha e os comentários de Fábio Piperno. Aqui você vai conferir uma palavrinha de Rainha sobre o novo projeto e, na sequência, os gols de Brasil 4 x Itália 1, na final da Copa de 70.
Ainda tem a prorrogação. A partir da ideia original de Fiori Gigliotti e seu Futebol de Ouro da década de 1960, eu e o jornalista Daniel Grecco reconstituímos o gol que deu o primeiro título de um Campeonato Paulista, em 1933, ao Palmeiras.
É muita emoção pra você vibrar com grandes lances do futebol brasileiro.
E se aceita uma dica, eu voltei à minha adolescência e, assim como via o jogo na TV enquanto acompanhava as narrações de Osmar Santos e Fiori Gigliotti pelo rádio, coloquei o jogo no YouTube (Brasil e Itália) e a narração de agora.
Boa viagem nesse túnel do tempo que dibra a falta de campeonatos e leva o futebol de ouro para sua imaginação. Se quiser conferir a versão deste episódio do Peças Raras no Youtube, aqui está:
O quadro Interferência, que apresento no programa "Você é Curioso?", levado ao ar aos sábados na Rádio Bandeirantes, destacou o programa "Picape do Picapau". Foi nesta atração, conduzida pelo saudoso radialista Walter Silva, que João Gilberto foi apresentado ao público, com o lançamento de "Chega de Saudade". "Quando Adail Lessa levou, naquele fevereiro de 1959, os discos da EMI e, entre eles o 'Chega de Saudade', Walter Silva ouviu e, assim que a música acabou, dirigiu-se ao operador Vicente Lozi e pediu para que tocasse de novo a música. Ao terminar de ser executada pela segunda vez, o radialista teria se pronunciado de forma entusiasmada: 'Estamos aqui diante de um fato realmente novo. A melodia é nova, a harmonia é nova, o ritmo é novo, a interpretação é nova e a letra é nova. Tudo aí é novo. Eu acredito que esteja nascendo aí uma nova era para a Música Popular Brasileria'. Este relato foi deixado pelo próprio Walter Silva em depoimento ao pesquisador Flávio Porto, para o departamento Multimeios do Centro Cultural São Paulo, em 1983. Acompanhe um pouco mais dessa história no vídeo abaixo:
No episódio do podcast Peças Raras, disponível também em agregadores de áudio como Spotify, Deezer, Google Podcasts e Castbox, você confere uma edição mais completa com outros momentos da apresentação de João Gilberto em 1962, transmitida via "Voz da América" para o rádio brasileiro. Ao clicar no player abaixo, você ouve esse episódio especial.
No último sábado de 2015, o Interferência foi dedicado às lembranças de alguns dos grandes momentos da programação da Rádio Bandeirantes em 2015. Destacamos trechos de programas como o Manhã Bandeirantes (Repórter sem Pauta e Desafio ao Chef), Bandeirantes Acontece (RádioDOC e Baita Fera), Rádio Livre (Alô Som), Na Geral e outros. Confira!
Ary ficou conhecido também por seu programa de auditório, Calouros em Desfile, em que era impiedoso com os candidatos
Ouça o quadro Interferência de 7 de novembro de 2015, no player abaixo:
Em 7 de novembro comemoramos mais umDia do Radialista.
O termo foi cunhado pelo saudoso Nicolau Tuma, nos anos 1940. Nesse boletim, ouvimos o próprio "speaker metralhadora" explicando (em entrevista a Geraldo Nunes, no bom e velho São Paulo de Todos os Tempos, da extinta Eldorado AM) a origem do termo.
Mas... Dia do Radialista? Já não
comemoramos esta data neste ano?
Então, vamos lá: para mim, o dia de fato continua a ser 21 de
setembro, mas o de direito passou a ser 7 de novembro.
A princípio, todos que trabalham em rádio comemoram o dia da
profissão em 21 de setembro. Data que foi estabelecida como uma referência aos
radialistas desde 1943, quando Getúlio Vargas - na atribuição de Presidente da
República - sancionou a lei que fixava um piso salarial para a categoria. Até
aí, sem novidade.
Mas em 2006 o Senado Federal aprovou uma nova data para a
comemoração e instituiu que o Dia do Radialista passa a ser comemorado, todos
os anos, na data de nascimento de Ary Barroso.
A propósito, o autor de Aquarela do Brasil fez de tudo em rádio e,
entre outras façanhas, ficou conhecido como “homem da gaitinha”, depois que
passou a usar este instrumento como uma espécie de vinheta na hora em que
narrava um gol. História na qual já interferimos aqui no programa.
Carvalho começou na Bandeirantes como noticiarista de Os Titulares da Notícia, em 1969
Nas últimas três edições, interferimos em programas que, de uma forma ou de outra, tiveram o envolvimento de Hélio Ribeiro no comando da Bandeirantes. Há dois meses, lembramos do Álbum de Recordações, com Moraes Sarmento, criado mas não aprovado para ir ao ar pela emissora (acabou sendo um grande sucesso na Rádio Gazeta). Em maio, foi a vez do Poder da Mensagem do próprio Hélio. Desta vez, uma criação que marcou época no início dos anos 1970: Bandeirantes Frequência Balançada. Um programa de AM que antecipou muito do ritmo do que seria levado ao ar uma década depois em FM. Aqui, o saudoso Carvalho relembra como surgiu e evoluiu o Frequência Balançada, em edição do Bandeirantes a Caminho do Sol de 2002.
O Poder da Mensagem de Hélio
Ribeiro foi transmitido por algumas das principais emissoras de rádio de São
Paulo, entre as décadas de 60 e 90. A voz única e a interpretação marcante do
comunicador faziam o ouvinte refletir por meio de frases e pensamentos ora
contundentes, ora bem-humorados.
As mensagens de Hélio
Ribeiro continuam a ecoar mesmo depois da morte dele, em 2000. Fãs dos valores
irradiados pelo criativo diretor e apresentador de rádio criaram o Memorial Hélio
Ribeiro. De lá pra cá, se empenham em digitalizar fitas com trechos de
programas, retransmitir e até dar novo sentido a esse poder da mensagem.
É o caso da homenagem
editada no Memorial Hélio Ribeiro que foi enviada por Sidney Magrini, por
ocasião do aniversário de 75 anos da Rádio Bandeirantes, em 2012. Aproveitamos
a proximidade de mais uma data festiva da emissora para destacar um trecho
dessa mensagem no áudio que pode ser conferido no player abaixo.
Acompanhe no player abaixo o Interferência sobre Moraes Sarmento:
Se o player não estiver visível, clique aqui para acessar o conteúdo. Nesta edição, homenageamos o saudoso Moraes Sarmento e relembramos o "Álbum de Recordações", que foi criado para a Rádio Bandeirantes, mas reprovado por Hélio Ribeiro. Nos anos 1990, já na Rádio Gazeta de São Paulo, Sarmento colocou o quadro no ar. Na foto, o apresentador rodeado de ouvintes e também do operador de áudio Ogarth Santos (à esquerda), no estúdio da Gazeta AM.
Alguns ouvintes ainda têm em
mente a expressão “Mil Novecentos e Moraes Sarmento”, que indicava um período
auspicioso da nossa música e uma época feliz da existência do apresentador que
ficou mais de duas décadas na Rádio Bandeirantes.
Rubens Moraes Sarmento
ingressou no rádio em 1937, como operador de som de uma emissora de Campinas,
cidade em que nasceu.
Entre 1958 e 1980, comandou
um dos programas de maior audiência da Bandeirantes. Nas noites paulistanas, a
atração que levava o nome do apresentador era líder absoluto ao apresentar o
que considerava a verdadeira Música Popular Brasileira, em especial aquelas
gravadas nos anos 1930, 40 e 50. Na emissora também esteve à frente do "Almoço à Brasileira", dedicado ao samba tradicional.
Uma das marcas registradas
do programa era a proximidade que tinha com o ouvinte. Quem tem mais de 40 anos deve se lembrar do sonoro abraço do Moraes.
Na TV, Sarmento foi
apresentador da Record, ainda nos anos 50, e mais tarde chegou a dividir a
apresentação do programa Viola, minha viola, da Cultura, com Inezita Barroso.
Levou ainda seu jeito único de conversar com o ouvinte para emissoras como
Gazeta e Capital. Nelas, um dos quadros que apresentava era o Álbum de
Recordações, que lembramos nesse Interferência.
Atualmente, quando ligamos o rádio em alguma emissora popular de FM, às 10 da noite, invariavelmente nos deparamos com um programa de músicas e mensagens românticas. O primeiro do gênero foi o Love Songs, que entrou no ar em 1982, na Rádio Cidade.
Um dos pontos altos era o Momento Love Songs, em que a (o) ouvinte contava sua
Ouça no player abaixo o quadro Interferência, com Marcelo Duarte e Silvania Alves, que relembra o Love Songs nessa edição:
Capas de alguns discos que ganhei na Rádio Cidade, nos anos 1980
"Tudo pronto, tudo preparado, do jeito que você gosta, à sua maneira...
Claro! A gente vai passar mais quatro horas juntos. Tem que estar tudo certinho, tudo na medida". Este tom intimista marcava a abertura de um programa que marcou época no rádio FM a partir do início dos anos 1980.
Havia ainda espaço para o
ouvinte entrar por telefone e concorrer a prêmios. O mais cobiçado, sem dúvida,
foi a triplex do Opium Motel. Em casa, no trabalho, na rua, o Love Songs
deixava a noite mais gostosa e fazia o clima junto com o ouvinte. O programa –
o original – foi transmitido até 2007, já pela Band FM. À época, a frequência
96,9, de São Paulo (quem em 2001 havia mudado de nome para Sucesso), havia sido
adquirida pelo Grupo Bandeirantes de Rádio e transformado-se na BandNews (que
está completando 10 anos no ar agora em 2015).
Hoje, as líderes Band e
Nativa têm suas atrações para os apaixonados nas mesmas faixas da extinta Rádio
Cidade: na hora do almoço e no fim de noite.
Nessa edição do quadro que
produzo e que vai ao ar todo primeiro sábado do mês na Rádio Bandeirantes,
Marcelo Duarte e Silvania Alves interferem nesta história e reconstituem um
momento Love Songs. Você ouve também Fernando Moreno contando uma curiosa
confusão gerada por uma carta escrita por uma ouvinte do programa.
Apaixone-se por esse
Interferência. O Momento Love Songs encontra paralelo em quadros como o História de amor, do programa Quem ama não esquece, levado ao ar diarimente, das 11 às 12 h, pela Band FM. Ouça uma dramatização feita em 2012 com Murillo e Marcinha.
Elenco do Interferência. Da esquerda para a direita: Marcelo Abud, Silvania Alves, Sérgio Miranda, Marcelo Duarte e Warde Marx
Primeiro sábado do mês é dia de Interferência. Na nova temporada, que teve início em fevereiro de 2015, o destaque foi o humorístico A Turma da Maré Mansa. O programa, patrocinado pelas lojas Impecável Maré Mansa, foi apresentado a partir nos anos 1960 pela Rádio Mauá do Rio de Janeiro. Nos anos 70, fez história pela antiga Tupi e, nos 80, marcou época também pela Rádio Globo. Aqui, relembramos uma participação dos Trapalhões no programa. O roteiro foi feito a partir de um áudio original, enviado pelo radialista Hugo Kochenborger da Rosa, que mantém o museu virtual do rádio no blog Outras Bossas. Confira no player abaixo ou clique aqui para ouvir o Interferência.
A equipe do "Você é Curioso?" interferindo em estórias que fizeram história no rádio
Em 1959, a vida de Jesus foi radiofonizada por
Giusepe Ghiaroni e apresentada em 7 capítulos durante a Semana Santa.
A paixão de Cristo era narrada por Cesar Ladeira e
contava com todo o antigo cast de radioteatro da Nacional do Rio de Janeiro.
Nessa fase de ouro, a emissora tinha uma centena de artistas contratados.
Celso Guimarães e Milton Rangel são apenas alguns
dos grandes nomes que continuam vivos na memória de quem – à época -
acompanhava religiosamente as dramatizações de rádio.
Para refletir sobre o verdadeiro
significado do Natal, reviva nossa interferência em uma das passagens dessa história divina.
Elenco desse Interferência (da esquerda para a direita) Sérgio Miranda, Marcelo Abud, Silvania Alves, Marcelo Duarte e Warde Marx (a montagem da foto é de Antonio Mier)
Em 30 de outubro de 1938, a partir das 8 da noite, uma transmissão de rádio
leva pânico aos Estados Unidos. No então horário nobre do rádio, em Nova
Iorque, entra no ar mais um Teatro Mercury.
O programa semanal era transmitido pela CBS para uma pequena audiência.
Isto até aquela véspera de Dia das Bruxas, quando o jovem diretor Orson Welles
adapta para o radioteatro o romance A Guerra dos Mundos.
Ouça no player nossa Interferência neste episódio que mudou a comunicação em todo o mundo.
A escolha da linguagem jornalística para narrar a chegada de marcianos
que usavam um raio mortífero causa tumulto. Quem pegou o episódio começado,
pensou que era uma reportagem e imediatamente ligou para familiares e amigos.
Logo milhões de ouvintes estavam com seus aparelhos sintonizados na CBS.
Ao rever esse episódio, a Revista Cinelândia, há 50 anos, assim descreve
o que se deu naquela noite:
“O pânico começou. Carros corriam a 120 nas estradas, telefones tocavam
sem parar, famílias inteiras deixavam suas casas... mobilizou-se a milícia de
Nova Jérsei. Do outro lado dos Estados Unidos, em São Francisco, voluntários se
apresentavam para defender o país, mulheres e crianças se refugiavam nas
igrejas... houve quem se atirasse em um rio de Nova Iorque, ao ouvir que os
marcianos desciam a 5ª Avenida.” Assista ao vídeo com os bastidores do quadro.
No quadro Interferência, que conduzo todo primeiro sábado do mês no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, o destaque desta vez é "Jerônimo, o Herói do Sertão". No elenco da reconstituição de um dos episódios da saga que marcou o rádio e chegou a outras mídias estão, além de mim, os apresentadores do programa Marcelo Duarte e Silvania Alves e o colaborador Warde Marx. Ouça no player abaixo ou clique aqui.
Assista aqui ao vídeo com os bastidores do Interferência. De acordo com O Almanaque do
Rádio, escrito por Ronaldo Conde Aguiar,... "Jerônimo era filho de Maria
Homem, uma mulher de pulso forte, que lhe ensinou a diferença entre o bem e o
mal. O marido de Maria Homem, pai de Jerônimo, era um honesto estancieiro,
cujas terras foram invadidas e tomadas por um latifundiário ganancioso e sem
escrúpulos, o coronel Saturnino Bragança. O conflito transformou-se numa
guerra, e o pai de Jerônimo acabou sendo covardemente assassinado. A
mulher não se abateu e acabou assumindo corajosamente a luta do marido,
ganhando então o apelido de Maria Homem. O idealizador e redator de
"Jerônimo, o Herói do Sertão", Moisés Weltman, um carioca nascido em
1932 que, desde jovem, se dedicou a escrever novelas e programas para o rádio. Em
1953, em face do sucesso da novela "A Dama de Negro", apresentada
pela Rádio Nacional, Weltman recebeu o Prêmio Revelação do Ano, o que lhe deu a
oportunidade de mostrar o projeto a um patrocinador - The Sidney Ross Company,
que já patrocinava "As Aventuras do Anjo". A proposta foi logo
aceita. As
aventuras de Jerônimo, vivido na Rádio Nacional pelo radioator Milton Rangel,
eletrizavam a todos, com enorme audiência. Sempre acompanhado do Moleque Saci
(interpretado pelo radioator Cauê Filho) e por sua eterna noiva Aninha (a
radioatriz Dulce Martins), o nosso herói tinha alguns inimigos de carteirinha,
como o Caveira, um criminoso especializado na arte do disfarce, e o Cobra, um
sujeito de maus bofes, assassino confesso e assaltante de bancos. Jerônimo
permaneceu no ar por exatos 14 anos e teve 3.276 capítulos! Jerônimo, o herói
dos sertões ia ao ar às 18h35, de segunda a sexta-feira, logo após "As
Aventuras do Anjo", num oferecimento de Melhoral." Clique aqui e acesse os outros áudios da série Interferência. Acompanhe também a edição especial do "Você é Curioso?" do dia 29 de março de 2014. Diretamente da Avenida Paulista, o programa reuniu um grande elenco (fotos abaixo) para reconstituir o antigo Miss Campeonato, sob o comando de Magalhães Jr. Ouça no player abaixo ou clique aqui:
Capa de um dos exemplares da revista Radioteatro, em que a radionovela foi publicada na íntegra, em 1952.
Nesta
edição do quadro que conduzo todo primeiro sábado do mês no "Você é
Curioso?", da Rádio Bandeirantes, acompanhe uma adaptação livre da
radionovela de maior audiência de todos os tempos, no Brasil: O Direito de
Nascer.
A
nova versão conta com um elenco de profissionais da Rádio Bandeirantes: Salomão
Ésper (narrador), Marcelo Duarte (Dr. Alberto Limonta), Silvania Alves (Maria
Teresa), Antonio Mier (Dr. Pezzi), Marcelo Abud (D. Rafael), Fernanda Albino
(Dª. Conceição), Débora Raposo (Maria Helena), Laura Dal Rovere (Maria Dolores)
e Chico Prado (Alfredo Martins).
SOBRE
A RADIONOVELA:
Em 1952, depois de ter sido transmitida em Cuba e em alguns países
latino-americanos, chega ao Brasil a radionovela O Direito de Nascer.
A trama vai ao ar às segundas, quartas e sextas, às 8 da noite, pela emissora
que era uma das mais ouvidas do mundo naquela época: a Nacional do Rio de
Janeiro.
Durante cerca de dois anos, as famílias de todo o Brasil se reúnem em torno do
rádio para acompanhar o drama vivido pela jovem Maria Helena.
O quadro Interferência, produzido por Marcelo Abud para o "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, traz Música & Alegria. A atração criada em 1964, quando Estevam Sangirardi trabalhava na gravadora Odeon, ficou 10 anos no ar.
Na sequência, uma singela homenagem a J da Silva Vidal, falecido na noite de 5 de junho. Dele, ouvimos um trecho do programa Brasil de Todos os Canto, com pesquisa e apresentação do radialista para o Projeto Minerva.
Ouça ambas as lembranças no player abaixo ou neste endereço:
Às vésperas dos Jogos Olímpicos em Londres, Interferência coloca a Bola ao Ar e dá voz a uma Crônica à Torcida Amiga, marca registrada do saudoso Ary Silva.
Ouça no player abaixo o quadro, que traz a trajetória do profissional e a reconstituição de um trecho do Bola ao Ar, o primeiro programa esportivo da Rádio Bandeirantes.
Em 21 de junho de 1917 nasce Ary Silva, um jornalista responsável por grandes feitos para a crônica e para o esporte brasileiros.
Antes de ficar conhecido pelas tradicionais Crônicas à Torcida Amiga, Ary teve uma trajetória repleta de pioneirismos.
Em 1936, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, toma conhecimento de que a Philips recruta vendedores de rádio. Tenta, mas não obtém êxito na empreitada. No entanto, por sugestão do gerente de vendas, Nelson de Lorenzi, atleta do salto de vara, busca a sorte como repórter esportivo. Diante do Prof. Roberto Haddock Lobo, então chefe de esportes do Diário de São Paulo, antigo órgão dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, consegue a primeira oportunidade.
Com apenas 19 anos, é efetivado como repórter esportivo, em 1º de outubro de 1936, com um salário de 200 mil réis, um bom montante, equivalente a mais de 70.000 reais nos dias de hoje.
Dá novos saltos na crônica esportiva com conquistas importantes. Ainda em 36, participa da cobertura dos jogos olímpicos de Berlim e dos primeiros jogos abertos do interior. Em 37, entra na luta como fundador do Sindicato dos Jornalistas; Em 38, cobre a concentração da seleção brasileira de futebol para a copa do mundo da França.
Em 39, a convite de Otávio Gabus Mendes, forma o Departamento de Esportes da Rádio Bandeirantes. É quando dá o pontapé inicial para a trajetória das coberturas da emissora com o Bola ao Ar.
Na mesma época, inova ao criar o primeiro programa esportivo feminino do rádio brasileiro: Eva no Esporte. Ary escreve crônicas como se fosse uma mulher falando de esportes e conta com a leitura e interpretação das radioatrizes da emissora. Uma delas: Maria Estela Barros.
Em 1941, funda a ACEESP – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Fica na Bandeirantes até 1947. Em 51, torna-se o primeiro comentarista da TV Brasileira, ao lado de Aurélio Campos, na Tupi. Em 58, a convite de Paulo Machado de Carvalho, integra a comissão que elabora o plano para a conquista da nossa primeira copa do mundo, na Suécia.
Tinha orgulho de ter participado da fundação do jornal A Gazeta da Zona Norte, em 63, onde manteve uma coluna com o slogan dos tempos da Rádio Bandeirantes: “Torcida Amiga, bom dia”, até abril de 2001, quando morre em São Paulo.
O quadro Interferência, apresentado por Marcelo Abud todo primeiro sábado do mês, no programa "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, destaca Luiz Aguiar em Os Brotos Comandam.
Luiz Aguiar é um dos nomes associados ao período em que a Rádio Bandeirantes aposta no disco como forma de fazer frente à concorrência que a TV havia imposto ao rádio, a partir de meados da década de 1950.
Sobre esse período, o saudoso Walter Silva, que também já esteve em destaque no Interferência (ouça aqui), afirmou em entrevista ao Departamento de Multimeios do Centro Cultural São Paulo: “A Bandeirantes foi a primeira emissora a se preocupar com o rádio de estúdio, com criatividade. Os programas de disco traziam críticas, comentários, ligações telefônicas, reportagens. Era um rádio vivo, atraente, que prendia o ouvinte. Feito por gente inteligente. Sem apelações.”
Em outro depoimento, o então diretor artístico Henrique Lobo destacou outro ponto alto da programação musical da “mais popular emissora paulista”, o uso do telefone para interagir com o ouvinte: “havia tanto telefonema dentro da rádio que, no fim, nós tivemos que parar com isso. E eu já não estava mais na Bandeirantes quando houve uma ordem pra acabar, porque o sistema de comunicação, em SP, estava sendo prejudicado pelos telefones.”
Com o bordão “Oi turma!”, Luiz Aguiar abria todos os programas que conduzia. O comunicador, que atualmente mora em Ribeirão Preto, foi locutor esportivo e repórter de campo no “scratch do rádio”. Em 1964, Sérgio Galvão, que apresentava Os Brotos Comandam, vai para a Rádio Tupi. Aguiar passa no teste e o substitui, mantendo a atração no ar até 1970. Inicialmente, era o “lado B” da emissora, já que se propunha a tocar discos e entrevistar artistas de estilos musicais ainda incipientes: o rock e a jovem guarda. Logo, ganha destaque e se torna a referência dos fins de tarde com quadros diferenciados e criativos. Um deles trazia duas versões de uma mesma composição; o outro, um desafio entre o ouvinte e os discotecários da rádio. À época, Fausto Macedo era o chefe do setor e Nilton Miranda, o braço direito dele. Em Desafio à Discoteca, Luiz Aguiar dava um minuto para ambos colocarem no ar a música pedida pelo público, por telefone.
No Interferência, você confere a participação de Luiz Aguiar relembrando momentos marcantes do programa e, na sequência, a reconstituição do Desafio à Discoteca, ao vivo, no estúdio, com os apresentadores do “Você é Curioso?” Marcelo Duarte e Silvânia Alves.
Homar Nunes nasceu em Ribeirão Preto em 30 de junho de 1921. Ficou conhecido em todo o Brasil pelo nome de Omar Cardoso.Sua vocação para se tornar horoscopista veio, ainda na adolescência, por influência do pai. Sadi Nunes foi um dos fundadores da primeira ordem esotérica estabelecida no Brasil, o Círculo da Comunhão do Pensamento.
Acompanhe no player abaixo o quadro, que traz o depoimento de Homar Nunes Filho, trechos do programa e a reconstituição nas vozes de Silvânia Alves e Marcelo Duarte.