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sábado, 24 de outubro de 2020

Interferência: Salomão Ésper completa 91 anos nesta segunda

 

 Salomão Ésper é gente de rádio. Disso não há dúvida. O jornalista, que se aposentou ano passado, costuma associar o Jornal Gente ao principal acontecimento da carreira marcante que ele tem no rádio. O programa que continua no ar, mesmo após Salomão se aposentar e da morte recente de José Paulo de Andrade, foi criado às pressas.

Isso acontece depois de 16 anos em que Vicente Leporace reinava no jornalismo das manhãs da Rádio Bandeirantes. Leporace comandava O Trabuco e tinha enorme repercussão com a ironia e a coragem para emitir opiniões, diante do avanço da ditadura, como suas principais marcas.

No domingo, 16 de abril de 1978, o “Trabuco” falece de edema pulmonar.

No dia seguinte, ao lado de José Paulo de Andrade e do saudoso Joelmir Beting, Salomão Ésper entra para a equipe do jornal que substitui O Trabuco.

À Salomão, cabe o anúncio da entrada no ar do Jornal Gente...

O sucesso da primeira fase do Jornal Gente pode ser creditado às diferentes personalidades dos apresentadores que permaneceram a maior parte na condução do programa. 

A formalidade e jeito enérgico de Zé Paulo e o estilo gentil e conciliador de Salomão tornavam as duas horas no ar agradáveis aos ouvintes, que se sentiam representados na conversa e ainda contavam com os comentários precisos e bem-humorados de Joelmir Beting. 

Há mais de 40 anos no ar, o Jornal Gente hoje tem uma nova equipe. Joelmir Beting morreu em 29 de novembro de 2012. José Paulo de Andrade foi uma das vítimas do novo Coronavírus em julho deste ano de 2020. 

Felizmente Salomão Ésper permanece como a memória viva do rádio brasileiro. O jornalista deixou o Jornal Gente em fevereiro de 2019. Mas, ao completar 91 anos de idade neste dia 26 de outubro, Salomão pode ser visto constantemente em lives, como as da Academia Paulista de Jornalismo.



Acompanhe também outros áudios com Salomão Ésper, na homenagem que fizemos no podcast Peças Raras, no ano passado: 



Este áudio histórico (no player abaixo) traz uma homenagem surpresa feita a Salomão, em 2013. Ouça ou relembre essa edição inesquecível do "Você é Curioso?". Acompanhe a edição completa do programa.





Acompanhe um dos momentos mais interessantes do programa, em que Salomão é surpreendido com um texto e dá uma leitura poética a ele. Só ao final, os apresentadores Marcelo Duarte e Silvania Alves revelam que aquele texto era nada menos do que ... Confira no vídeo:







quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Interferência - O Direito de Nascer

Capa de um dos exemplares da revista Radioteatro,
em que a radionovela foi publicada na íntegra, em 1952.
Nesta edição do quadro que conduzo todo primeiro sábado do mês no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, acompanhe uma adaptação livre da radionovela de maior audiência de todos os tempos, no Brasil: O Direito de Nascer.

A nova versão conta com um elenco de profissionais da Rádio Bandeirantes: Salomão Ésper (narrador), Marcelo Duarte (Dr. Alberto Limonta), Silvania Alves (Maria Teresa), Antonio Mier (Dr. Pezzi), Marcelo Abud (D. Rafael), Fernanda Albino (Dª. Conceição), Débora Raposo (Maria Helena), Laura Dal Rovere (Maria Dolores) e Chico Prado (Alfredo Martins).
Ouça no player abaixo ou clique aqui:

SOBRE A RADIONOVELA: 
Em 1952, depois de ter sido transmitida em Cuba e em alguns países latino-americanos, chega ao Brasil a radionovela O Direito de Nascer. 
A trama vai ao ar às segundas, quartas e sextas, às 8 da noite, pela emissora que era uma das mais ouvidas do mundo naquela época: a Nacional do Rio de Janeiro. 
Durante cerca de dois anos, as famílias de todo o Brasil se reúnem em torno do rádio para acompanhar o drama vivido pela jovem Maria Helena. 


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Interferência 01 - Patrulha Bandeirantes



Neste sábado, 02 de abril, estreou o quadro Interferência, no Você é Curioso?, da Rádio Bandeirantes. No primeiro sábado de cada mês, vou comandar a atração no programa de variedades da emissora que vai ao ar das 10 às 12 horas.

Confesso que interferir como colaborador de um dos programas que mais gosto (o outro é o Na Geral) na emissora que mais admiro é um dos maiores prêmios que já tive em minha carreira de comunicador.


Acompanhe aqui a 1ª edição do quadro e, em seguida, alguns comentários enviados pelos ouvintes.
(Se o player não estiver visível, clique aqui)

Na estreia, falamos sobre o programa pioneiro do gênero policial no rádio, o Patrulha Bandeirantes. Na sequência, os apresentadores Marcelo Duarte e Silvânia Alves contam com as participações mais que especiais de Salomão Ésper e Francisco Prado para reproduzir nos dias de hoje o formato de radioteatro do antigo programa.

Conheça mais:
Patrulha Bandeirantes. Defendendo a cidade contra com o crime. Não havia em São Paulo quem não conhecesse esse bordão. Entre 1955 e 1974, o programa se destina a dramatizar os crimes publicados pelos jornais no dia anterior.

Apresentado toda manhã, o radioteatro contava ainda com utilidade pública e com a ronda das delegacias no quadro “As Bronca e os Afano do Dia”. Durante boa parte de sua permanência no ar, o narrador titular foi Leonardo de Castro. No elenco, merecem destaque também Muíbo César Cury e Ronaldo Baptista.

Os sons de tiros, batidas de carros, gritos e de tudo o que dava clima às histórias radiofonizadas pelo Patrulha Bandeirantes permaneceram no ar até 1974. É curioso observar o sucesso do programa em uma fase em que o radioteatro já não era comum. As equipes estavam enxutas e os grandes elencos tinham perdido espaço para os disck-jóckeis. No campo policial, repórteres especializados se encarregam de narrar histórias de crimes. Na própria Bandeirantes, José Gil Avilé, o Beija-Flor, foi pioneiro no estilo.

Lançada e idealizada por Clodoaldo José, Patrulha Bandeirantes chegou a ter sua versão televisiva. No dia13 de maio de 1967 entra no ar a TV Bandeirantes. No anúncio publicado nos principais jornais, o texto ressalta que naquela segunda-feira, às 4 e meia da tarde, o início da “programação completa” incluía... o Clube dos Heróis, o primeiro capítulo de Os Miseráveis, Ary Toledo, Jericho, Patrulha Bandeirantes e Os Titulares da Notícia, outro grande jornalístico que teve origem na Rádio Bandeirantes (veja anúncio da Folha de São Paulo no início desta postagem).

Patrulha Bandeirantes surge em um período em que o rádio já sofria a concorrência da TV. Aos poucos, boa parte do elenco, da programação e da verba publicitária migram para o novo meio de comunicação.
O rádio busca saídas mais econômicas. O elenco de radioteatro se torna reduzido e passagens curiosas ganham espaço, como a contada por Salomão Ésper envolvendo Zezinho Cutulo.

Patrulha Bandeirantes marcou época e até hoje faz escola no rádio brasileiro. Entre os grandes nomes que escreveram para o programa, além de Clodoaldo José, destacam-se Luiz de Oliveira, Arapuã, Cardoso Silva, Hélio Rossi, Chico de Assis e Thalma de Oliveira.

OUÇA MAIS:
Acompanhe aqui uma história completa levada ao ar em dezembro de 1972 e reapresentada no programa Memória, do jornalista Milton Parron.


Acompanhe minhas outras Interferências aqui