Todo primeiro sábado do mês, tem Interferência no "Você é Curioso?", programa de variedades que é apresentado das 10 às 12 horas na Rádio Bandeirantes. O quadro traz informações sobre um programa que fez história na emissora e, em seguida, os apresentadores Marcelo Duarte e Silvânia Alves - com a participação de convidados especiais - reconstituem um roteiro original ou adaptado da atração.
O Interferência, quadro que apresento semanalmente no "Olá, Curiosos", transmitido aos sábados no canal Guia dos Curiosos do Youtube, presta uma homenagem ao centenário da Lusa. Você vai acompanhar a participação do narrador Gomão Ribeiro, um dos criadores da primeira emissora a transmitir futebol na web no Brasil.
Gomão Ribeiro narra atualmente pelo site NET Lusa #PraCegoVer #PraTodosVerem: em foto do estádio do Canindé, o narrador aparece em destaque e de costas, na cabine de transmissão da web rádio Lusa. Ele usa uma camiseta laranja e tem um bloco de anotações nas mãos.
Neste sábado, 1º de agosto, o programa de curiosidades criado há 19 anos por Marcelo Duarte e que, até semana passada, era transmitido pela Rádio Bandeirantes, ganhou um canal no Youtube. O "Olá, Curiosos!" conta com a mesma equipe e está no mesmo horário do programa de rádio, das 10 às 12h. Você pode acompanhar ao vivo ou a qualquer momento, neste canal do Guia dos Curiosos. O quadro Interferência continua a contar histórias e curiosidades do rádio. Acompanhe no vídeo abaixo, a estreia nessa nova versão. Falamos sobre a Difusora e a série de lives que têm trazido de volta a trajetória da emissora, a partir de uma iniciativa de Luiz Fernando Magliocca, que foi um dos diretores da Jetmusic.
Abaixo, a edição completa do primeiro episódio. Assista, assine o canal para acompanhar os próximos e siga na sintonia do programa mais curioso e inteligente da atualidade:
Conheça mais da história da Difusora na entrevista de Edu Malaveia, autor de "Plenimúsica - memórias de um ouvinte de rádio malcomportado", ao podcast Peças Raras, no player abaixo:
Página do roteiro do Interferência especial de Dia dos Namorados
Ando ausente do blog e de boa parte daquilo que mais gosto de fazer: minhas participações no Interferência, do "Você é Curioso?". O motivo é o envolvimento no acervo do Walter Silva (aquele saudoso comunicador do Pick-up do Picapau) para concluir meu mestrado.
No entanto, em momentos especiais e com a parceria de gente talentosa, é possível alcançar esse resultado, que você confere no player abaixo.
Dessa vez, o quadro foi produzido mesmo pela Vera Pasqualin, bisneta de José Medina. Eu apenas auxiliei com a sonoplastia.
Em sintonia...
José Medina tem seu nome associado ao cinema.
Mas, além de uma destacada atuação na 7ª arte - como pioneiro do cinema mudo
brasileiro -, Medina foi fotógrafo, colunista de jornal, pintor, desenhista e
fez de tudo em rádio.
O
artista chega à Bandeirantes em 1939, a convite de Otávio Gabus Mendes. Durante
a década de 1940, comanda dezenas de programas na emissora. Naquela que se
tornaria “a mais popular emissora paulista”, José Medina assume papel de
destaque como roteirista de inúmeras peças de radioteatro.
Trivialidades
é apenas uma dessas sessões de textos criados para o rádio pelo comunicador. É
o episódio dessa série, levado ao ar em 27 de novembro de 1944, que passamos a
acompanhar agora, com o nosso curioso elenco de radioteatro.
O radioteatro também foi transmitido via Facebook Live do Guia dos Curiosos. Acompanhe o vídeo:
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
O primeiro Interferência de 2016 aconteceu na edição especial sobre esgrima, do "Você é Curioso?", no Sesc Pompeia. O blog e-farsas, do colaborador Gilmar Lopes, publicou um vídeo com os bastidores da atração. As imagens foram captadas pelo "e-farsinha". Se você é um ouvinte à moda antiga, feche os olhos e ouça. Mas se é realmente curioso, veja o vídeo. Sobre esta edição Alter-ego de Don Diego de La Vega, Zorro foi criado em 1919. A história do Cavaleiro Solitário é publicada inicialmente em cinco partes na revista All-Story Weekly. No ano seguinte, sob a direção de Douglas Fairbanks, a saga do herói é adaptada pela primeira vez para o cinema, no filme A Marca do Zorro, que alcança sucesso comercial. A propósito, a marca adotada pelo personagem é a letra Z, que é feita com sua espada e deixada em paredes e roupas de seus inimigos como sinal de sua passagem.
Com movimentos rápidos como os de uma raposa - tradução para o português da palavra zorro -, Diego é educado na Europa e retorna à Califórnia para defender os fracos e oprimidos, em meados do século 19. Sua imagem é construída com uma máscara e capa negras, a espada que empunha e a presença de seu inseparável cavalo. Em 1957, o seriado Zorro estreia na TV norte-americana, sob a tutela dos Estúdios Disney. Um dos primeiros representantes do gênero capa e espada também teve algumas adaptações para o rádio. Uma das mais conhecidas, As Aventuras do Zorro, apresentou episódios de curta duração baseados na história original publicada no livro A Marca do Zorro. Seis décadas depois, para você que é curioso, vamos dramatizar uma passagem dessa obra escrita por Johnston McCulley. Neste Interferência, o elenco é composto por Marcelo Duarte (Zorro) e sua esposa Maisa Zakzuk (Lolita), Gilmar Lopes (narrador), Antonio Mier (Governador). Participações especiais de Antonio, filho de Marcelo Duarte e do "e-farsinha", na câmera. Abaixo, fotos do elenco do Interferência em ação.
Sentados: Marcelo Duarte e Maisa Zakzud Em pé: à esquerda, Gilmar Lopes; no meio, Antonio Mier; na ponta direita, Marcelo Abud
Em 1939, na Rádio Bandeirantes, Oswaldo Caiubi idealiza o Bem Que Vi, uma radiofonização humorística feita a partir de reclamações relatadas pelos ouvintes. Bem Que Vi logo cai na graça do paulistano. Ouça - no player abaixo - uma reconstituição do programa, com os apresentadores Marcelo Duarte e Silvania Alves, realizada no "Você é Curioso?". As queixas, reclamações e reivindicações eram roteirizadas por Luiz Quirino dos Santos, que escrevia para dois personagens: Bem Que Vi, interpretado por Otávio França, e Júpiter, vivido por Caiubi, responsável por receber as reclamações de Bem que Vi.
Ary ficou conhecido também por seu programa de auditório, Calouros em Desfile, em que era impiedoso com os candidatos
Ouça o quadro Interferência de 7 de novembro de 2015, no player abaixo:
Em 7 de novembro comemoramos mais umDia do Radialista.
O termo foi cunhado pelo saudoso Nicolau Tuma, nos anos 1940. Nesse boletim, ouvimos o próprio "speaker metralhadora" explicando (em entrevista a Geraldo Nunes, no bom e velho São Paulo de Todos os Tempos, da extinta Eldorado AM) a origem do termo.
Mas... Dia do Radialista? Já não
comemoramos esta data neste ano?
Então, vamos lá: para mim, o dia de fato continua a ser 21 de
setembro, mas o de direito passou a ser 7 de novembro.
A princípio, todos que trabalham em rádio comemoram o dia da
profissão em 21 de setembro. Data que foi estabelecida como uma referência aos
radialistas desde 1943, quando Getúlio Vargas - na atribuição de Presidente da
República - sancionou a lei que fixava um piso salarial para a categoria. Até
aí, sem novidade.
Mas em 2006 o Senado Federal aprovou uma nova data para a
comemoração e instituiu que o Dia do Radialista passa a ser comemorado, todos
os anos, na data de nascimento de Ary Barroso.
A propósito, o autor de Aquarela do Brasil fez de tudo em rádio e,
entre outras façanhas, ficou conhecido como “homem da gaitinha”, depois que
passou a usar este instrumento como uma espécie de vinheta na hora em que
narrava um gol. História na qual já interferimos aqui no programa.
Em comemoração ao aniversário da apresentadora do "Você é Curioso?" no dia 15 de outubro, fizemos uma homenagem surpresa no quadro Interferência (dedicado a "reconstituir" momentos históricos do rádio). Ouça no player: Silvania Alves cresceu ouvindo o miado do gato nas manhãs da Rádio Bandeirantes, mas não imaginava que um dia assumiria a coordenação e eventualmente até o comando do tradicional "Pulo do Gato".
Neste especial, você conhece um pouco da trajetória da jornalista. Nos mais de 20 anos em que está na emissora, Silvania aparece no áudio como repórter, locutora e também cantando em edições do "Você é Curioso?".
Com o apoio do CEDOM (Centro de Documentação e Memória da Bandeirantes), comandado por Milton Parron, temos acesso a:
- um boletim de Estradas de 1º de abril de 1998, em que é relatada a queda de uma passarela na via Dutra;
- uma simulação da primeira edição do radiojornal 1ª Hora;
- trecho de uma edição do Manhã Bandeirantes, sob o comando de Silvania Alves;
No final, Lucas Teodoro Abud canta ao vivo, no estúdio, a música "Thinking out Loud", de Ed Sheeran. Acompanhe o vídeo...
Mesmo não sendo o primeiro sábado do mês, o Interferência entrou em campo para contar uma singela história de futebol. Relembramos os anos 1940, em que as noites de domingo eram marcadas pelas sessões do "Cinema em seu Lar", criação de Otávio Gabus Mendes (que depois seria levada também à Record, como "Cinema em Casa") que dramatizava filmes que estavam em cartaz nas telonas. Nessa nossa versão adaptamos para o rádio o curtametragem dirigido por Paulo Machline, lançado em 1998 e concorrente do Oscar em 2001, "Uma História de Futebol", que narra um episódio da infância de Pelé, pelo ponto de vista do amigo Zuza.
A história se passa no ano de 1950 e envolve lembranças em relação ao time 7
de Setembro, de Bauru. O
roteiro é assinado por José Roberto Torero, Maurício Arruda e pelo próprio
Machline. A trilha original é de Marcelo Zarvos (da qual extraímos a base para nossa reconstituição). Ouça no player.
Últimos preparativos para a festa. Marcelo Duarte e Silvania passam o roteiro. Luiz Américo, o som.
Interferência e Coincidência... Um dia antes de levarmos ao ar nossa adaptação da história de futebol envolvendo a infância do Rei, o Todas as Vozes, do meu amigo radialista e professor Marco Aurélio levou ao ar uma rara entrevista de Pelé, concedida ao MIS - Museu da Imagem e do Som - em que ele relembra episódios de sua infância. É só clicar aqui para ouvir.
Em 1973, para comemorar o centenário de Santos Dumont, o elenco de radioteatro da Nacional do Rio de Janeiro deu voz à Conquista do Ar. O roteiro foi escrito por um dos principais nomes da tradicional emissora carioca, Lourival Marques. A equipe contou com outros artistas de primeira linha. Daisy Lucide atuou e também foi a responsável pela direção do elenco. Na supervisão musical, o maestro Luiz Almeida se encarregou de dar clima aos sonhos e realizações do pai da aviação. Nesta edição do Interferência, damos asas a uma passagem desta homenagem a Santos-Dumont, que nasceu em 20 de julho de 1873. As interpretações são de Marcelo Duarte, Silvania Alves e Chico Prado.
Carvalho começou na Bandeirantes como noticiarista de Os Titulares da Notícia, em 1969
Nas últimas três edições, interferimos em programas que, de uma forma ou de outra, tiveram o envolvimento de Hélio Ribeiro no comando da Bandeirantes. Há dois meses, lembramos do Álbum de Recordações, com Moraes Sarmento, criado mas não aprovado para ir ao ar pela emissora (acabou sendo um grande sucesso na Rádio Gazeta). Em maio, foi a vez do Poder da Mensagem do próprio Hélio. Desta vez, uma criação que marcou época no início dos anos 1970: Bandeirantes Frequência Balançada. Um programa de AM que antecipou muito do ritmo do que seria levado ao ar uma década depois em FM. Aqui, o saudoso Carvalho relembra como surgiu e evoluiu o Frequência Balançada, em edição do Bandeirantes a Caminho do Sol de 2002.
O Poder da Mensagem de Hélio
Ribeiro foi transmitido por algumas das principais emissoras de rádio de São
Paulo, entre as décadas de 60 e 90. A voz única e a interpretação marcante do
comunicador faziam o ouvinte refletir por meio de frases e pensamentos ora
contundentes, ora bem-humorados.
As mensagens de Hélio
Ribeiro continuam a ecoar mesmo depois da morte dele, em 2000. Fãs dos valores
irradiados pelo criativo diretor e apresentador de rádio criaram o Memorial Hélio
Ribeiro. De lá pra cá, se empenham em digitalizar fitas com trechos de
programas, retransmitir e até dar novo sentido a esse poder da mensagem.
É o caso da homenagem
editada no Memorial Hélio Ribeiro que foi enviada por Sidney Magrini, por
ocasião do aniversário de 75 anos da Rádio Bandeirantes, em 2012. Aproveitamos
a proximidade de mais uma data festiva da emissora para destacar um trecho
dessa mensagem no áudio que pode ser conferido no player abaixo.
Acompanhe no player abaixo o Interferência sobre Moraes Sarmento:
Se o player não estiver visível, clique aqui para acessar o conteúdo. Nesta edição, homenageamos o saudoso Moraes Sarmento e relembramos o "Álbum de Recordações", que foi criado para a Rádio Bandeirantes, mas reprovado por Hélio Ribeiro. Nos anos 1990, já na Rádio Gazeta de São Paulo, Sarmento colocou o quadro no ar. Na foto, o apresentador rodeado de ouvintes e também do operador de áudio Ogarth Santos (à esquerda), no estúdio da Gazeta AM.
Alguns ouvintes ainda têm em
mente a expressão “Mil Novecentos e Moraes Sarmento”, que indicava um período
auspicioso da nossa música e uma época feliz da existência do apresentador que
ficou mais de duas décadas na Rádio Bandeirantes.
Rubens Moraes Sarmento
ingressou no rádio em 1937, como operador de som de uma emissora de Campinas,
cidade em que nasceu.
Entre 1958 e 1980, comandou
um dos programas de maior audiência da Bandeirantes. Nas noites paulistanas, a
atração que levava o nome do apresentador era líder absoluto ao apresentar o
que considerava a verdadeira Música Popular Brasileira, em especial aquelas
gravadas nos anos 1930, 40 e 50. Na emissora também esteve à frente do "Almoço à Brasileira", dedicado ao samba tradicional.
Uma das marcas registradas
do programa era a proximidade que tinha com o ouvinte. Quem tem mais de 40 anos deve se lembrar do sonoro abraço do Moraes.
Na TV, Sarmento foi
apresentador da Record, ainda nos anos 50, e mais tarde chegou a dividir a
apresentação do programa Viola, minha viola, da Cultura, com Inezita Barroso.
Levou ainda seu jeito único de conversar com o ouvinte para emissoras como
Gazeta e Capital. Nelas, um dos quadros que apresentava era o Álbum de
Recordações, que lembramos nesse Interferência.
Atualmente, quando ligamos o rádio em alguma emissora popular de FM, às 10 da noite, invariavelmente nos deparamos com um programa de músicas e mensagens românticas. O primeiro do gênero foi o Love Songs, que entrou no ar em 1982, na Rádio Cidade.
Um dos pontos altos era o Momento Love Songs, em que a (o) ouvinte contava sua
Ouça no player abaixo o quadro Interferência, com Marcelo Duarte e Silvania Alves, que relembra o Love Songs nessa edição:
Capas de alguns discos que ganhei na Rádio Cidade, nos anos 1980
"Tudo pronto, tudo preparado, do jeito que você gosta, à sua maneira...
Claro! A gente vai passar mais quatro horas juntos. Tem que estar tudo certinho, tudo na medida". Este tom intimista marcava a abertura de um programa que marcou época no rádio FM a partir do início dos anos 1980.
Havia ainda espaço para o
ouvinte entrar por telefone e concorrer a prêmios. O mais cobiçado, sem dúvida,
foi a triplex do Opium Motel. Em casa, no trabalho, na rua, o Love Songs
deixava a noite mais gostosa e fazia o clima junto com o ouvinte. O programa –
o original – foi transmitido até 2007, já pela Band FM. À época, a frequência
96,9, de São Paulo (quem em 2001 havia mudado de nome para Sucesso), havia sido
adquirida pelo Grupo Bandeirantes de Rádio e transformado-se na BandNews (que
está completando 10 anos no ar agora em 2015).
Hoje, as líderes Band e
Nativa têm suas atrações para os apaixonados nas mesmas faixas da extinta Rádio
Cidade: na hora do almoço e no fim de noite.
Nessa edição do quadro que
produzo e que vai ao ar todo primeiro sábado do mês na Rádio Bandeirantes,
Marcelo Duarte e Silvania Alves interferem nesta história e reconstituem um
momento Love Songs. Você ouve também Fernando Moreno contando uma curiosa
confusão gerada por uma carta escrita por uma ouvinte do programa.
Apaixone-se por esse
Interferência. O Momento Love Songs encontra paralelo em quadros como o História de amor, do programa Quem ama não esquece, levado ao ar diarimente, das 11 às 12 h, pela Band FM. Ouça uma dramatização feita em 2012 com Murillo e Marcinha.
Elenco do Interferência. Da esquerda para a direita: Marcelo Abud, Silvania Alves, Sérgio Miranda, Marcelo Duarte e Warde Marx
Primeiro sábado do mês é dia de Interferência. Na nova temporada, que teve início em fevereiro de 2015, o destaque foi o humorístico A Turma da Maré Mansa. O programa, patrocinado pelas lojas Impecável Maré Mansa, foi apresentado a partir nos anos 1960 pela Rádio Mauá do Rio de Janeiro. Nos anos 70, fez história pela antiga Tupi e, nos 80, marcou época também pela Rádio Globo. Aqui, relembramos uma participação dos Trapalhões no programa. O roteiro foi feito a partir de um áudio original, enviado pelo radialista Hugo Kochenborger da Rosa, que mantém o museu virtual do rádio no blog Outras Bossas. Confira no player abaixo ou clique aqui para ouvir o Interferência.
A equipe do "Você é Curioso?" interferindo em estórias que fizeram história no rádio
Em 1959, a vida de Jesus foi radiofonizada por
Giusepe Ghiaroni e apresentada em 7 capítulos durante a Semana Santa.
A paixão de Cristo era narrada por Cesar Ladeira e
contava com todo o antigo cast de radioteatro da Nacional do Rio de Janeiro.
Nessa fase de ouro, a emissora tinha uma centena de artistas contratados.
Celso Guimarães e Milton Rangel são apenas alguns
dos grandes nomes que continuam vivos na memória de quem – à época -
acompanhava religiosamente as dramatizações de rádio.
Para refletir sobre o verdadeiro
significado do Natal, reviva nossa interferência em uma das passagens dessa história divina.
No quadro Interferência, que conduzo todo primeiro sábado do mês no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, o destaque desta vez é "Jerônimo, o Herói do Sertão". No elenco da reconstituição de um dos episódios da saga que marcou o rádio e chegou a outras mídias estão, além de mim, os apresentadores do programa Marcelo Duarte e Silvania Alves e o colaborador Warde Marx. Ouça no player abaixo ou clique aqui.
Assista aqui ao vídeo com os bastidores do Interferência. De acordo com O Almanaque do
Rádio, escrito por Ronaldo Conde Aguiar,... "Jerônimo era filho de Maria
Homem, uma mulher de pulso forte, que lhe ensinou a diferença entre o bem e o
mal. O marido de Maria Homem, pai de Jerônimo, era um honesto estancieiro,
cujas terras foram invadidas e tomadas por um latifundiário ganancioso e sem
escrúpulos, o coronel Saturnino Bragança. O conflito transformou-se numa
guerra, e o pai de Jerônimo acabou sendo covardemente assassinado. A
mulher não se abateu e acabou assumindo corajosamente a luta do marido,
ganhando então o apelido de Maria Homem. O idealizador e redator de
"Jerônimo, o Herói do Sertão", Moisés Weltman, um carioca nascido em
1932 que, desde jovem, se dedicou a escrever novelas e programas para o rádio. Em
1953, em face do sucesso da novela "A Dama de Negro", apresentada
pela Rádio Nacional, Weltman recebeu o Prêmio Revelação do Ano, o que lhe deu a
oportunidade de mostrar o projeto a um patrocinador - The Sidney Ross Company,
que já patrocinava "As Aventuras do Anjo". A proposta foi logo
aceita. As
aventuras de Jerônimo, vivido na Rádio Nacional pelo radioator Milton Rangel,
eletrizavam a todos, com enorme audiência. Sempre acompanhado do Moleque Saci
(interpretado pelo radioator Cauê Filho) e por sua eterna noiva Aninha (a
radioatriz Dulce Martins), o nosso herói tinha alguns inimigos de carteirinha,
como o Caveira, um criminoso especializado na arte do disfarce, e o Cobra, um
sujeito de maus bofes, assassino confesso e assaltante de bancos. Jerônimo
permaneceu no ar por exatos 14 anos e teve 3.276 capítulos! Jerônimo, o herói
dos sertões ia ao ar às 18h35, de segunda a sexta-feira, logo após "As
Aventuras do Anjo", num oferecimento de Melhoral." Clique aqui e acesse os outros áudios da série Interferência. Acompanhe também a edição especial do "Você é Curioso?" do dia 29 de março de 2014. Diretamente da Avenida Paulista, o programa reuniu um grande elenco (fotos abaixo) para reconstituir o antigo Miss Campeonato, sob o comando de Magalhães Jr. Ouça no player abaixo ou clique aqui:
Capa de um dos exemplares da revista Radioteatro, em que a radionovela foi publicada na íntegra, em 1952.
Nesta
edição do quadro que conduzo todo primeiro sábado do mês no "Você é
Curioso?", da Rádio Bandeirantes, acompanhe uma adaptação livre da
radionovela de maior audiência de todos os tempos, no Brasil: O Direito de
Nascer.
A
nova versão conta com um elenco de profissionais da Rádio Bandeirantes: Salomão
Ésper (narrador), Marcelo Duarte (Dr. Alberto Limonta), Silvania Alves (Maria
Teresa), Antonio Mier (Dr. Pezzi), Marcelo Abud (D. Rafael), Fernanda Albino
(Dª. Conceição), Débora Raposo (Maria Helena), Laura Dal Rovere (Maria Dolores)
e Chico Prado (Alfredo Martins).
SOBRE
A RADIONOVELA:
Em 1952, depois de ter sido transmitida em Cuba e em alguns países
latino-americanos, chega ao Brasil a radionovela O Direito de Nascer.
A trama vai ao ar às segundas, quartas e sextas, às 8 da noite, pela emissora
que era uma das mais ouvidas do mundo naquela época: a Nacional do Rio de
Janeiro.
Durante cerca de dois anos, as famílias de todo o Brasil se reúnem em torno do
rádio para acompanhar o drama vivido pela jovem Maria Helena.
“Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou 'a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo'. Eu sou apenas o instrumento.Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão. Ah, com alegria, muita alegria… Se possível.”
Em meados da década de 70, quando era diretor e supervisor da Rádio Bandeirantes, Hélio Ribeiro cria o Marco do Amanhã. À meia-noite, uma mensagem de otimismo - para que o dia terminasse bem e o seguinte começasse ainda melhor - figurava nas aberturas das então chamadas Noites das Estações. A atração teve como apresentadoras Maria Aparecida Alves, Áurea Maria e Branca Amaral. O patrocínio era da Viação Cometa.
Ouça o quadro Interferência com a reconstituição de um Marco do Amanhã, nas vozes de Marcelo Duarte e Silvania Alves.
Os áudios contidos nesse "Interferência" são do acervo do Memorial Hélio Ribeiro: www.helioribeiro.com.br
Usar o rádio para o teimoso trabalho de tentar melhorar o mundo. Essa foi a missão de José Magnoli, nome verdadeiro do radialista, jornalista, publicitário e narrador Hélio Ribeiro. Durante mais de três décadas, o comunicador leva inovação e originalidade, além da voz marcante, às mais importantes emissoras de São Paulo: Jovem Pan, Tupi, Globo, Difusora, Gazeta, Capital e Bandeirantes, na qual também foi correspondente nos Estados Unidos.
O poder da mensagem do comunicador começa a ser transmitido ainda na década de 60, quando é aprovado por Blota Júnior para trabalhar na Rádio Panamericana, atual Jovem Pan. Mas é na década de 70, com as crônicas de opinião no Jornal do Meio Dia, da Rádio Bandeirantes, que se torna conhecido em todo o país. Hélio Ribeiro também ficou famoso por suas traduções livres de músicas estrangeiras para o português.
O quadro Interferência, apresentado por Marcelo Abud todo primeiro sábado do mês, no programa "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, destaca Luiz Aguiar em Os Brotos Comandam.
Luiz Aguiar é um dos nomes associados ao período em que a Rádio Bandeirantes aposta no disco como forma de fazer frente à concorrência que a TV havia imposto ao rádio, a partir de meados da década de 1950.
Sobre esse período, o saudoso Walter Silva, que também já esteve em destaque no Interferência (ouça aqui), afirmou em entrevista ao Departamento de Multimeios do Centro Cultural São Paulo: “A Bandeirantes foi a primeira emissora a se preocupar com o rádio de estúdio, com criatividade. Os programas de disco traziam críticas, comentários, ligações telefônicas, reportagens. Era um rádio vivo, atraente, que prendia o ouvinte. Feito por gente inteligente. Sem apelações.”
Em outro depoimento, o então diretor artístico Henrique Lobo destacou outro ponto alto da programação musical da “mais popular emissora paulista”, o uso do telefone para interagir com o ouvinte: “havia tanto telefonema dentro da rádio que, no fim, nós tivemos que parar com isso. E eu já não estava mais na Bandeirantes quando houve uma ordem pra acabar, porque o sistema de comunicação, em SP, estava sendo prejudicado pelos telefones.”
Com o bordão “Oi turma!”, Luiz Aguiar abria todos os programas que conduzia. O comunicador, que atualmente mora em Ribeirão Preto, foi locutor esportivo e repórter de campo no “scratch do rádio”. Em 1964, Sérgio Galvão, que apresentava Os Brotos Comandam, vai para a Rádio Tupi. Aguiar passa no teste e o substitui, mantendo a atração no ar até 1970. Inicialmente, era o “lado B” da emissora, já que se propunha a tocar discos e entrevistar artistas de estilos musicais ainda incipientes: o rock e a jovem guarda. Logo, ganha destaque e se torna a referência dos fins de tarde com quadros diferenciados e criativos. Um deles trazia duas versões de uma mesma composição; o outro, um desafio entre o ouvinte e os discotecários da rádio. À época, Fausto Macedo era o chefe do setor e Nilton Miranda, o braço direito dele. Em Desafio à Discoteca, Luiz Aguiar dava um minuto para ambos colocarem no ar a música pedida pelo público, por telefone.
No Interferência, você confere a participação de Luiz Aguiar relembrando momentos marcantes do programa e, na sequência, a reconstituição do Desafio à Discoteca, ao vivo, no estúdio, com os apresentadores do “Você é Curioso?” Marcelo Duarte e Silvânia Alves.
Humberto Marçal era o locutor do
Bandeirantes Topa Tudo
Na edição desse sábado, dia 14 de abril, o quadro Interferência, do programa Você é Curioso? destacou o programa Bandeirantes Topa Tudo. A atração entrou no ar no final dos anos 1970 e fez parte de uma reestruturação da Rádio Bandeirantes, quando Hélio Ribeiro estava na direção artística.
Bandeirantes Topa Tudo pode ser considerado o "pai" do Você é curioso?. Criado pelo saudoso Júlio Atlas, que já em 1953 se propunha a responder perguntas inusitadas de ouvintes (no Consulte "Seo" Atlas), além disso, contava com a participação de especialistas e tinha um quadro dedicado a curiosidades ligadas à músicas antigas.
A estreia foi em 1977 e trouxe a proposta de ser um desafio entre ouvintes e a produção do programa.
A apresentação era de Humberto Marçal. O próprio Marçal, certa vez, disse que Júlio Atlas não usava livros para responder às milhares de cartas com as perguntas mais absurdas e impossíveis. Simplesmente, sentava-se diante da máquina de escrever e em pouco tempo o programa estava pronto com todas as respostas.
Bandeirantes Topa Tudo foi transmitido inicialmente entre as 2 e às 4 da tarde, antes do Ciranda da Cidade, outro programa que estreou na programação reformulada da emissora naquele período. Depois, passou a ser veiculado das 4 às 5.