Todo primeiro sábado do mês, tem Interferência no "Você é Curioso?", programa de variedades que é apresentado das 10 às 12 horas na Rádio Bandeirantes. O quadro traz informações sobre um programa que fez história na emissora e, em seguida, os apresentadores Marcelo Duarte e Silvânia Alves - com a participação de convidados especiais - reconstituem um roteiro original ou adaptado da atração.
Final de ano é sinônimo de especial do Roberto Carlos. Este ano ele não será produzido. Então, o "Olá, Curiosos!", programa que vai ao ar das 10 às 12h, aos sábados, no canal "Guia dos Curiosos" (Youtube e Facebook), fez um mini-especial para o rei.
Interferimos nesta homenagem com a presença de Dudu Braga, filho de Roberto Carlos e apresentador do programa "As Canções que você fez pra mim".
"As Canções que você fez pra mim"
Há duas décadas, o programa conta o melhor da obra e carreira dos mais de 50 anos de sucesso do Rei Roberto Carlos. Ninguém melhor que o filho do Rei para comentar todos os detalhes, curiosidades e “causos”, no desenrolar do programa intercalando com as músicas e composições.
A atração é apresentada pelas rádios Nativa e Jangadeiro, aos domingos, das 7 às 8 da manhã.
Elenco da versão feita em 2014, no programa "Você é Curioso?". Da esquerda para a direita: Sérgio Miranda, Marcelo Abud, Silvania Alves, Marcelo Duarte e Warde Marx (Foto: Antonio Mier)
Olá, Curiosos! Acompanhe mais uma participação no programa que é transmitido todo sábado, das 10h ao meio-dia, no canal "Guia dos Curiosos" do Youtube:
Transcrição do áudio:
Se hoje a literatura invade a web, não foi diferente nos primórdios do rádio.
Em uma véspera de Dia das Bruxas, uma transmissão deixou os Estados Unidos em choque com a possível chegada dos marcianos à Terra.
(Trecho do episódio de nº 100 da série Cold Case, com ênfase para áudio original da transmissão do radioteatro Mercury, em que foi apresentada "A Guerra dos Mundos")
O radioteatro que aterrorizou a todos que sintonizaram a CBS em 30 de outubro de 1938 teve direção de Orson Welles. O jovem diretor e ator, que no cinema se tornaria conhecido pouco tempo depois por seu filme Cidadão Kane, havia criado uma adaptação para o livro “A Guerra dos Mundos”, de HG Welles, lançado em 1898.
(Trecho do filme "A Era do Rádio", de Woody Allen)
A estrutura da dramatização, feita como se uma reportagem interrompesse a programação da emissora para trazer um fato urgente e o fato de alguns ouvintes terem sintonizado a atração no meio, foram os motivos para que muitos acreditassem que o que estava sendo transmitido era de fato o fim do mundo.
Em 2014, interferimos nesta história, com Warde Marx interpretando o repórter. Relembre no vídeo abaixo o radioteatro na íntegra:
A transcrição do áudio contido no vídeo acima, de 2014, além de uma série de outros links envolvendo essa história (incluindo o áudio original de 1938 e uma versão em português, com participação de William Bonner, quando era estudante de Comunicação na USP), você encontra nesta postagem comemorativa dos 80 anos de A Guerra dos Mundos.
O Interferência, quadro que apresento semanalmente no "Olá, Curiosos", transmitido aos sábados no canal Guia dos Curiosos do Youtube, presta uma homenagem ao centenário da Lusa. Você vai acompanhar a participação do narrador Gomão Ribeiro, um dos criadores da primeira emissora a transmitir futebol na web no Brasil.
Gomão Ribeiro narra atualmente pelo site NET Lusa #PraCegoVer #PraTodosVerem: em foto do estádio do Canindé, o narrador aparece em destaque e de costas, na cabine de transmissão da web rádio Lusa. Ele usa uma camiseta laranja e tem um bloco de anotações nas mãos.
Faz 65 anos (em 5 de agosto de 1955) que o Brasil recebeu em choque a notícia de que
uma das primeiras rainhas da nossa música popular havia morrido, após um ataque
cardíaco, com apenas 46 anos de idade. A informação, como era comum na época,
veio na voz de Heron Domingues, locutor do Repórter Esso na Rádio Nacional do
Rio de Janeiro. Nesta edição especial do Interferência, que agora é apresentado em versão audiovisual dentro do programa "Olá, Curiosos!", sucessor do "Você é Curioso?", veja o momento em que a notícia é transmitida no estúdio da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Ainda nessa homenagem, acompanhe o depoimento de César Ladeira sobre a "pequena notável".
Ouça também uma edição dedicada à artista que marcou a música, o rádio e o cinema e ficou conhecida no mundo todo no podcast Peças Raras, disponível no player abaixo e também em plataformas como Spotify, Deezer, Google Podcasts e Apple Podcasts.
Olá, Curiosos! Hoje vamos interferir na história de um radialista que é tido como um dos mais importantes em seu campo de atuação. Ele completou 71 anos de idade recentemente. Para muitos que o acompanharam do início dos anos 1970, quando estreou na Jovem Pan, até meados dos anos 90, após passagens pela Globo, Gazeta e Record, ele é o PAI DA MATÉRIA quando o assunto é narração esportiva com técnica e emoção. É isso aí, garotinho! Em dia de decisão no futebol, cada um tem na memória um momento importante em que Osmar Santos massageou o ego da galera... Acompanhe no vídeo abaixo o quadro Interferência, apresentado no canal "Olá, Curiosos!" deste sábado, dia 08 de agosto. Outros lances do Pai da Matéria, que após sofrer um acidente de carro passou a se dedicar a pintura de quadros, você acompanha no podcast Peças Raras, em áudio produzido em 2007, no player abaixo:
Neste sábado, 1º de agosto, o programa de curiosidades criado há 19 anos por Marcelo Duarte e que, até semana passada, era transmitido pela Rádio Bandeirantes, ganhou um canal no Youtube. O "Olá, Curiosos!" conta com a mesma equipe e está no mesmo horário do programa de rádio, das 10 às 12h. Você pode acompanhar ao vivo ou a qualquer momento, neste canal do Guia dos Curiosos. O quadro Interferência continua a contar histórias e curiosidades do rádio. Acompanhe no vídeo abaixo, a estreia nessa nova versão. Falamos sobre a Difusora e a série de lives que têm trazido de volta a trajetória da emissora, a partir de uma iniciativa de Luiz Fernando Magliocca, que foi um dos diretores da Jetmusic.
Abaixo, a edição completa do primeiro episódio. Assista, assine o canal para acompanhar os próximos e siga na sintonia do programa mais curioso e inteligente da atualidade:
Conheça mais da história da Difusora na entrevista de Edu Malaveia, autor de "Plenimúsica - memórias de um ouvinte de rádio malcomportado", ao podcast Peças Raras, no player abaixo:
No Interferência, que pode ser acompanhado no vídeo acima, acompanhe um trecho do programa "Apito Final", no dia da conquista da Copa de 1994; e trecho da conversa de Juarez Soares com o apresentador Carlos Fernando, quando ele lembrou da estreia do Balancê, que recebeu Florestan Fernandes, no momento em que o país vivia o processo de redemocratização, mas ainda tinha resquícios de dias nada fáceis.
Há pouco mais de 16 anos, em 17 de julho de 1994, a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato. Na TV, o Show do Esporte teve comando de Luciano do Valle e, entre os inúmeros destaques da equipe, os comentários de Juarez Soares. Além da Bandeirantes, na TV, o jornalista passa também pela Globo, SBT, Record e Cultura. Até que há um ano, a crônica esportiva perde a inteligência e os comentários precisos de Juarez. Quando morre, em 23 de julho de 2019, aos 78 anos, estava atuando na RedeTV e também no time da Rádio Transamérica. Aliás, no rádio, o China, como era conhecido, também teve grande destaque e a confiança de Pedro Luís Paoliello e de Osmar Santos. Ao lado deles e de outros nomes importantes do esporte, Juarez participa de momentos memoráveis em emissoras como Globo/Excelsior, Tupi e Gazeta. Nos anos 80, foi o primeiro apresentador do programa Balancê, outro projeto que tinha a marca do jornalista: a de valorizar a liberdade de expressão e não se limitar a assuntos esportivos. O programa estreia na Globo, em abril de 1980 e tem como primeiro apresentador justamente Juarez Soares.
Em 1988, quando o programa era levado ao ar na Rádio Gazeta AM, o entrevistado foi justamente Juarez Soares. Ouça a edição especial levada ao ar no ano passado, no podcast Peças Raras, em que há outros trechos do programa Balancê:
Durante as décadas de 1970 e 1980 o estilo de contar
histórias de Gil Gomes garante à antiga Rádio Record uma marca registrada das
manhãs em cidades do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.
Se estivesse vivo, o comunicador, que nos deixou no final de
2018, teria completado 80 anos de idade neste ano. Para lembrar Gil Gomes, você
vai acompanhar algumas peças realmente raras: tem o repórter policial
participando do Café com Bobagem no início da década de 1990, uma história completa
narrada por Gil Gomes e o quadro Interferência, que produzo para o “Você é
Curioso?”, da Rádio Bandeirantes, em que apresento uma conversa que o saudoso
comunicador manteve com um outro repórter bem peculiar, Ernesto Varela,
personagem vivido por Marcelo Tas.
Ouça o especial no podcast Peças Raras no player abaixo ou neste link:
E já que o Gil Gomes comentou sobre as inúmeras imitações
que eram feitas dele, aqui você ouve uma participação do repórter policial no
Café com Bobagem. No início dos anos 1990, a turma estava na Rádio
Bandeirantes, mas até hoje continua no ar no SBT e na Transcontinental FM.
E já que o assunto é imitação de Gil Gomes, Mario Okuhara, amigo
radialista e também colaborador do “Você é Curioso?”, com o boletim Mais 81,
fez um boletim incrível sobre programas policiais no Japão.
O sucesso de Gil Gomes, que foi uma das maiores audiências
do rádio nos anos 1980, ao lado de outros grandes comunicadores como Eli
Corrêa, Afanázio Jazadji e Zé Bettio, vai além de um talento singular para
contar histórias.
Era na voz dele que o público acompanhava a dramatização de
crimes violentos e envoltos em mistério. Também havia histórias de amor e
ciúme. E é uma dessas que você vai ouvir com o jeito único de contar histórias
que marcou a trajetória de Gil Gomes no rádio.
Em julho de 1989, Maria Tereza P. Costa defendeu sua
dissertação de mestrado. Intitulada “A justiça em Ondas Médias: o programa Gil
Gomes”, o texto, cujo link você encontra na postagem sobre essa homenagem ao
radialista no blog Peças Raras, analisou histórias e cartas dos ouvintes entre
os anos de 1977 e 1987. Nessa época, o repórter policial estava no auge de sua
carreira e era líder de audiência pela Rádio Record de São Paulo. Compartilho
aqui algumas observações da hoje antropóloga e professora Maria Tereza Costa
contidas na dissertação, que foi lançada pela Editora da Unicamp:
Antes de Gil Gomes, a crônica policial radiofônica já havia
contado com outros programas que fizeram história, como “O Crime não Compensa”,
na Rádio Record, e o não menos famoso “Patrulha Bandeirantes”. Aliás, essa foi
a primeira reconstituição que fizemos em 2014, quando comecei o quadro
Interferência no “Você é Curioso?”. A dramatização contou com a participação
mais do que especial de Salomão Ésper. É com esse áudio que vamos terminar mais
uma edição do podcast Peças Raras.
Nesta edição, ouça um depoimento do radialista e professor Marco Aurélio. Atualmente ele coordena a Rádio ONCB (Organização Nacional de Cegos do Brasil), onde apresenta às 9 da noite de terça o seu tradicional "Todas as Vozes".
Aqui ele fala sobre o poder do rádio de estimular a imaginação. Por meio de um sentido, a audição, o meio desperta os outros. Para ilustrar a fala do comunicador, você acompanha dois áudios de uma campanha do GPR (Grupo dos Profissionais de Rádio), que demonstra que no rádio, a gente não vê, mas enxerga tudo. Acompanhe a entrevista completa com Marco Aurélio, realizada originalmente para o antigo NET Educação (atual podcast do Instituto Claro), em setembro de 2015.
Durante mais de duas
décadas, o Repórter Esso foi o principal noticiário do rádio. O jornalístico entrou no ar em 28 de agosto de 1941, quando o Brasil passou a apoiar os
aliados na 2ª Guerra Mundial. Testemunha ocular da
história. O slogan dava a dimensão da credibilidade que o Repórter Esso
transmitia ao público.
Em cada grande capital do
país, havia um jornalista que assumia o noticiário, mas o domínio da Rádio
Nacional do Rio de Janeiro fez com que Heron Domingues se tornasse o mais
conhecido em todos os cantos do Brasil.
Quando havia rumores de
que o conflito estava para terminar, Domingues, com o objetivo de ser o
primeiro a dar as últimas, outra assinatura do Repórter Esso, decidiu dormir na
Rádio Nacional. A ideia era que, assim que chegasse o telegrama anunciando a
rendição alemã, todos soubessem da boa nova na voz dele.
O Repórter Esso Heron Domingues
No entanto, depois de duas
semanas, exausto, Heron Domingues foi convencido pelo assistente do
departamento artístico da emissora, o Paulo Tapajós, a ir para casa descansar.
Mas antes, o jornalista
gravou em uma fita o anúncio do fim da guerra. Se ele não estivesse na Nacional
quando a informação chegasse, o áudio seria colocado no ar e outro jornalista
complementaria a notícia que teria sido de toda forma trazida na voz de Heron Domingues.
Acontece que no momento em que o conflito acabou, a direção da rádio não encontrou a fita. Nesse meio tempo, até que a
Nacional trouxesse a notícia, outra rádio importante da época, a Tupi do Rio de
Janeiro, na voz de Décio Luiz chegou a anunciar o desfecho do conflito, mas
fato é que a população só acreditou mesmo quando Heron Domingues foi testemunha
ocular também dessa história.
Neste boletim, acompanhe
um trecho do documentário que o mais importante Repórter Esso relembra como foi
essa passagem da carreira dele.
No último dia 6 de maio, a Rádio Bandeirantes completou 83
anos de existência.
No quadro Interferência, que conduzo no "Você é
Curioso?", apresentei um áudio do início dos anos 1990. Nele, uma montagem
com jingles e slogans de campanhas publicitárias famosas demonstram o quanto o
rádio é amigo e cheio de qualidades.
Depois, você ouve um depoimento exclusivo de Ferreira
Martins, que conta qual a importância da emissora para o sucesso profissional
que alcançou. Hoje, Martins é considerada a grande voz da publicidade
brasileira. Até meados de 1990, ele era uma grande voz do jornalismo da
Bandeirantes.
Página do roteiro do Interferência especial de Dia dos Namorados
Ando ausente do blog e de boa parte daquilo que mais gosto de fazer: minhas participações no Interferência, do "Você é Curioso?". O motivo é o envolvimento no acervo do Walter Silva (aquele saudoso comunicador do Pick-up do Picapau) para concluir meu mestrado.
No entanto, em momentos especiais e com a parceria de gente talentosa, é possível alcançar esse resultado, que você confere no player abaixo.
Dessa vez, o quadro foi produzido mesmo pela Vera Pasqualin, bisneta de José Medina. Eu apenas auxiliei com a sonoplastia.
Em sintonia...
José Medina tem seu nome associado ao cinema.
Mas, além de uma destacada atuação na 7ª arte - como pioneiro do cinema mudo
brasileiro -, Medina foi fotógrafo, colunista de jornal, pintor, desenhista e
fez de tudo em rádio.
O
artista chega à Bandeirantes em 1939, a convite de Otávio Gabus Mendes. Durante
a década de 1940, comanda dezenas de programas na emissora. Naquela que se
tornaria “a mais popular emissora paulista”, José Medina assume papel de
destaque como roteirista de inúmeras peças de radioteatro.
Trivialidades
é apenas uma dessas sessões de textos criados para o rádio pelo comunicador. É
o episódio dessa série, levado ao ar em 27 de novembro de 1944, que passamos a
acompanhar agora, com o nosso curioso elenco de radioteatro.
O radioteatro também foi transmitido via Facebook Live do Guia dos Curiosos. Acompanhe o vídeo:
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
O primeiro Interferência de 2016 aconteceu na edição especial sobre esgrima, do "Você é Curioso?", no Sesc Pompeia. O blog e-farsas, do colaborador Gilmar Lopes, publicou um vídeo com os bastidores da atração. As imagens foram captadas pelo "e-farsinha". Se você é um ouvinte à moda antiga, feche os olhos e ouça. Mas se é realmente curioso, veja o vídeo. Sobre esta edição Alter-ego de Don Diego de La Vega, Zorro foi criado em 1919. A história do Cavaleiro Solitário é publicada inicialmente em cinco partes na revista All-Story Weekly. No ano seguinte, sob a direção de Douglas Fairbanks, a saga do herói é adaptada pela primeira vez para o cinema, no filme A Marca do Zorro, que alcança sucesso comercial. A propósito, a marca adotada pelo personagem é a letra Z, que é feita com sua espada e deixada em paredes e roupas de seus inimigos como sinal de sua passagem.
Com movimentos rápidos como os de uma raposa - tradução para o português da palavra zorro -, Diego é educado na Europa e retorna à Califórnia para defender os fracos e oprimidos, em meados do século 19. Sua imagem é construída com uma máscara e capa negras, a espada que empunha e a presença de seu inseparável cavalo. Em 1957, o seriado Zorro estreia na TV norte-americana, sob a tutela dos Estúdios Disney. Um dos primeiros representantes do gênero capa e espada também teve algumas adaptações para o rádio. Uma das mais conhecidas, As Aventuras do Zorro, apresentou episódios de curta duração baseados na história original publicada no livro A Marca do Zorro. Seis décadas depois, para você que é curioso, vamos dramatizar uma passagem dessa obra escrita por Johnston McCulley. Neste Interferência, o elenco é composto por Marcelo Duarte (Zorro) e sua esposa Maisa Zakzuk (Lolita), Gilmar Lopes (narrador), Antonio Mier (Governador). Participações especiais de Antonio, filho de Marcelo Duarte e do "e-farsinha", na câmera. Abaixo, fotos do elenco do Interferência em ação.
Sentados: Marcelo Duarte e Maisa Zakzud Em pé: à esquerda, Gilmar Lopes; no meio, Antonio Mier; na ponta direita, Marcelo Abud
No último sábado de 2015, o Interferência foi dedicado às lembranças de alguns dos grandes momentos da programação da Rádio Bandeirantes em 2015. Destacamos trechos de programas como o Manhã Bandeirantes (Repórter sem Pauta e Desafio ao Chef), Bandeirantes Acontece (RádioDOC e Baita Fera), Rádio Livre (Alô Som), Na Geral e outros. Confira!
Em 1939, na Rádio Bandeirantes, Oswaldo Caiubi idealiza o Bem Que Vi, uma radiofonização humorística feita a partir de reclamações relatadas pelos ouvintes. Bem Que Vi logo cai na graça do paulistano. Ouça - no player abaixo - uma reconstituição do programa, com os apresentadores Marcelo Duarte e Silvania Alves, realizada no "Você é Curioso?". As queixas, reclamações e reivindicações eram roteirizadas por Luiz Quirino dos Santos, que escrevia para dois personagens: Bem Que Vi, interpretado por Otávio França, e Júpiter, vivido por Caiubi, responsável por receber as reclamações de Bem que Vi.
Ary ficou conhecido também por seu programa de auditório, Calouros em Desfile, em que era impiedoso com os candidatos
Ouça o quadro Interferência de 7 de novembro de 2015, no player abaixo:
Em 7 de novembro comemoramos mais umDia do Radialista.
O termo foi cunhado pelo saudoso Nicolau Tuma, nos anos 1940. Nesse boletim, ouvimos o próprio "speaker metralhadora" explicando (em entrevista a Geraldo Nunes, no bom e velho São Paulo de Todos os Tempos, da extinta Eldorado AM) a origem do termo.
Mas... Dia do Radialista? Já não
comemoramos esta data neste ano?
Então, vamos lá: para mim, o dia de fato continua a ser 21 de
setembro, mas o de direito passou a ser 7 de novembro.
A princípio, todos que trabalham em rádio comemoram o dia da
profissão em 21 de setembro. Data que foi estabelecida como uma referência aos
radialistas desde 1943, quando Getúlio Vargas - na atribuição de Presidente da
República - sancionou a lei que fixava um piso salarial para a categoria. Até
aí, sem novidade.
Mas em 2006 o Senado Federal aprovou uma nova data para a
comemoração e instituiu que o Dia do Radialista passa a ser comemorado, todos
os anos, na data de nascimento de Ary Barroso.
A propósito, o autor de Aquarela do Brasil fez de tudo em rádio e,
entre outras façanhas, ficou conhecido como “homem da gaitinha”, depois que
passou a usar este instrumento como uma espécie de vinheta na hora em que
narrava um gol. História na qual já interferimos aqui no programa.
Em comemoração ao aniversário da apresentadora do "Você é Curioso?" no dia 15 de outubro, fizemos uma homenagem surpresa no quadro Interferência (dedicado a "reconstituir" momentos históricos do rádio). Ouça no player: Silvania Alves cresceu ouvindo o miado do gato nas manhãs da Rádio Bandeirantes, mas não imaginava que um dia assumiria a coordenação e eventualmente até o comando do tradicional "Pulo do Gato".
Neste especial, você conhece um pouco da trajetória da jornalista. Nos mais de 20 anos em que está na emissora, Silvania aparece no áudio como repórter, locutora e também cantando em edições do "Você é Curioso?".
Com o apoio do CEDOM (Centro de Documentação e Memória da Bandeirantes), comandado por Milton Parron, temos acesso a:
- um boletim de Estradas de 1º de abril de 1998, em que é relatada a queda de uma passarela na via Dutra;
- uma simulação da primeira edição do radiojornal 1ª Hora;
- trecho de uma edição do Manhã Bandeirantes, sob o comando de Silvania Alves;
No final, Lucas Teodoro Abud canta ao vivo, no estúdio, a música "Thinking out Loud", de Ed Sheeran. Acompanhe o vídeo...
Acompanhe no player abaixo o Interferência sobre Moraes Sarmento:
Se o player não estiver visível, clique aqui para acessar o conteúdo. Nesta edição, homenageamos o saudoso Moraes Sarmento e relembramos o "Álbum de Recordações", que foi criado para a Rádio Bandeirantes, mas reprovado por Hélio Ribeiro. Nos anos 1990, já na Rádio Gazeta de São Paulo, Sarmento colocou o quadro no ar. Na foto, o apresentador rodeado de ouvintes e também do operador de áudio Ogarth Santos (à esquerda), no estúdio da Gazeta AM.
Alguns ouvintes ainda têm em
mente a expressão “Mil Novecentos e Moraes Sarmento”, que indicava um período
auspicioso da nossa música e uma época feliz da existência do apresentador que
ficou mais de duas décadas na Rádio Bandeirantes.
Rubens Moraes Sarmento
ingressou no rádio em 1937, como operador de som de uma emissora de Campinas,
cidade em que nasceu.
Entre 1958 e 1980, comandou
um dos programas de maior audiência da Bandeirantes. Nas noites paulistanas, a
atração que levava o nome do apresentador era líder absoluto ao apresentar o
que considerava a verdadeira Música Popular Brasileira, em especial aquelas
gravadas nos anos 1930, 40 e 50. Na emissora também esteve à frente do "Almoço à Brasileira", dedicado ao samba tradicional.
Uma das marcas registradas
do programa era a proximidade que tinha com o ouvinte. Quem tem mais de 40 anos deve se lembrar do sonoro abraço do Moraes.
Na TV, Sarmento foi
apresentador da Record, ainda nos anos 50, e mais tarde chegou a dividir a
apresentação do programa Viola, minha viola, da Cultura, com Inezita Barroso.
Levou ainda seu jeito único de conversar com o ouvinte para emissoras como
Gazeta e Capital. Nelas, um dos quadros que apresentava era o Álbum de
Recordações, que lembramos nesse Interferência.
Atualmente, quando ligamos o rádio em alguma emissora popular de FM, às 10 da noite, invariavelmente nos deparamos com um programa de músicas e mensagens românticas. O primeiro do gênero foi o Love Songs, que entrou no ar em 1982, na Rádio Cidade.
Um dos pontos altos era o Momento Love Songs, em que a (o) ouvinte contava sua
Ouça no player abaixo o quadro Interferência, com Marcelo Duarte e Silvania Alves, que relembra o Love Songs nessa edição:
Capas de alguns discos que ganhei na Rádio Cidade, nos anos 1980
"Tudo pronto, tudo preparado, do jeito que você gosta, à sua maneira...
Claro! A gente vai passar mais quatro horas juntos. Tem que estar tudo certinho, tudo na medida". Este tom intimista marcava a abertura de um programa que marcou época no rádio FM a partir do início dos anos 1980.
Havia ainda espaço para o
ouvinte entrar por telefone e concorrer a prêmios. O mais cobiçado, sem dúvida,
foi a triplex do Opium Motel. Em casa, no trabalho, na rua, o Love Songs
deixava a noite mais gostosa e fazia o clima junto com o ouvinte. O programa –
o original – foi transmitido até 2007, já pela Band FM. À época, a frequência
96,9, de São Paulo (quem em 2001 havia mudado de nome para Sucesso), havia sido
adquirida pelo Grupo Bandeirantes de Rádio e transformado-se na BandNews (que
está completando 10 anos no ar agora em 2015).
Hoje, as líderes Band e
Nativa têm suas atrações para os apaixonados nas mesmas faixas da extinta Rádio
Cidade: na hora do almoço e no fim de noite.
Nessa edição do quadro que
produzo e que vai ao ar todo primeiro sábado do mês na Rádio Bandeirantes,
Marcelo Duarte e Silvania Alves interferem nesta história e reconstituem um
momento Love Songs. Você ouve também Fernando Moreno contando uma curiosa
confusão gerada por uma carta escrita por uma ouvinte do programa.
Apaixone-se por esse
Interferência. O Momento Love Songs encontra paralelo em quadros como o História de amor, do programa Quem ama não esquece, levado ao ar diarimente, das 11 às 12 h, pela Band FM. Ouça uma dramatização feita em 2012 com Murillo e Marcinha.
Elenco desse Interferência (da esquerda para a direita) Sérgio Miranda, Marcelo Abud, Silvania Alves, Marcelo Duarte e Warde Marx (a montagem da foto é de Antonio Mier)
Em 30 de outubro de 1938, a partir das 8 da noite, uma transmissão de rádio
leva pânico aos Estados Unidos. No então horário nobre do rádio, em Nova
Iorque, entra no ar mais um Teatro Mercury.
O programa semanal era transmitido pela CBS para uma pequena audiência.
Isto até aquela véspera de Dia das Bruxas, quando o jovem diretor Orson Welles
adapta para o radioteatro o romance A Guerra dos Mundos.
Ouça no player nossa Interferência neste episódio que mudou a comunicação em todo o mundo.
A escolha da linguagem jornalística para narrar a chegada de marcianos
que usavam um raio mortífero causa tumulto. Quem pegou o episódio começado,
pensou que era uma reportagem e imediatamente ligou para familiares e amigos.
Logo milhões de ouvintes estavam com seus aparelhos sintonizados na CBS.
Ao rever esse episódio, a Revista Cinelândia, há 50 anos, assim descreve
o que se deu naquela noite:
“O pânico começou. Carros corriam a 120 nas estradas, telefones tocavam
sem parar, famílias inteiras deixavam suas casas... mobilizou-se a milícia de
Nova Jérsei. Do outro lado dos Estados Unidos, em São Francisco, voluntários se
apresentavam para defender o país, mulheres e crianças se refugiavam nas
igrejas... houve quem se atirasse em um rio de Nova Iorque, ao ouvir que os
marcianos desciam a 5ª Avenida.” Assista ao vídeo com os bastidores do quadro.