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sábado, 11 de julho de 2020

A literatura brasileira do radioteatro ao podcast



Estamos em meados da década de 1950. Um dos destaques da programação da Rádio Bandeirantes é o História da Literatura Brasileira. A relação entre rádio e literatura parece ideal. Ambos mexem com a imaginação.

Acompanhe o boletim Interferência, do programa "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, no vídeo abaixo:


Ouça uma edição completa com 30 minutos de duração no podcast Peças Raras sobre o assunto:

Adaptações de obras literárias são a origem do radioteatro. Aqui mesmo no Interferência já reconstituímos o principal capítulo dessa história: a dramatização de “A Guerra dos Mundos”, em 1938, a partir do livro de HG Welles.

Voltando à literatura brasileira, antes de Moles, a Bandeirantes conta com José Medina e Otávio Gabus Mendes, que também no final da década de 1930, fazem adaptações de grandes textos para o rádio.

Agora, na era dos podcasts, os radioteatros ou audiodramas também se voltam à literatura brasileira. As adaptações estão no aplicativo Palco Literário Digital.  Lá você encontra alguns trechos para entrar em contato com as obras que já estão disponíveis. Uma delas é o clássico “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.


ACHADOS DO ESPAÇO
Na década de 1930, para estimular o consumo de seus produtos, a Lever decide trazer ao Brasil uma experiência bem-sucedida na matriz: a Lintas, uma agência de publicidade para atender exclusivamente à Unilever.


A partir dos anos 50, a marca passa a patrocinar a produção e distribuição de radioteatros. Já, no final dos anos 1980, sob o comando de Castro Negrão, a Lintas dá nova orientação às produções da Gessy Lever. Entra no ar o projeto Radiocriatividade, tendo por base três atrações: Radio Romance, Radio Riso e Radio Encontro, do qual destacamos a participação de Moacyr Franco no episódio de número 13 do podcast Peças Raras.

Mas como o capítulo que estamos tratando aqui é o da adaptação de obras literárias para o áudio, acompanhe uma edição completa do Rádio Romance – incluindo jingles de produtos da Unilever – do final dos anos 80.


As fitas cassetes com as criações da Lintas eram enviadas às rádios interessadas, com três minutos de publicidade dos variados produtos de limpeza e de toalete da atual Unilever. Aliás, apenas por curiosidade, as novelas nos Estados Unidos, onde o gênero nasceu, são chamadas de “soap opera” justamente porque foram criadas para anunciar produtos de limpeza para o lar e de higiene pessoal.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um caso de amor, radioteatro de José Medina

Página do roteiro do Interferência especial de Dia dos Namorados

Ando ausente do blog e de boa parte daquilo que mais gosto de fazer: minhas participações no Interferência, do "Você é Curioso?". O motivo é o envolvimento no acervo do Walter Silva (aquele saudoso comunicador do Pick-up do Picapau) para concluir meu mestrado. 

No entanto, em momentos especiais e com a parceria de gente talentosa, é possível alcançar esse resultado, que você confere no player abaixo. 

Dessa vez, o quadro foi produzido mesmo pela Vera Pasqualin, bisneta de José Medina. Eu apenas auxiliei com a sonoplastia.

Em sintonia...            
           José Medina tem seu nome associado ao cinema. Mas, além de uma destacada atuação na 7ª arte - como pioneiro do cinema mudo brasileiro -, Medina foi fotógrafo, colunista de jornal, pintor, desenhista e fez de tudo em rádio.
            O artista chega à Bandeirantes em 1939, a convite de Otávio Gabus Mendes. Durante a década de 1940, comanda dezenas de programas na emissora. Naquela que se tornaria “a mais popular emissora paulista”, José Medina assume papel de destaque como roteirista de inúmeras peças de radioteatro.
            Trivialidades é apenas uma dessas sessões de textos criados para o rádio pelo comunicador. É o episódio dessa série, levado ao ar em 27 de novembro de 1944, que passamos a acompanhar agora, com o nosso curioso elenco de radioteatro.

O radioteatro também foi transmitido via Facebook Live do Guia dos Curiosos. Acompanhe o vídeo:

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Santos-Dumont e a conquista do ar


Em 1973, para comemorar o centenário de Santos Dumont, o elenco de radioteatro da Nacional do Rio de Janeiro deu voz à Conquista do Ar. O roteiro foi escrito por um dos principais nomes da tradicional emissora carioca, Lourival Marques. A equipe contou com outros artistas de primeira linha. Daisy Lucide atuou e também foi a responsável pela direção do elenco. Na supervisão musical, o maestro Luiz Almeida se encarregou de dar clima aos sonhos e realizações do pai da aviação. 

Nesta edição do Interferência, damos asas a uma passagem desta homenagem a Santos-Dumont, que nasceu em 20 de julho de 1873. As interpretações são de Marcelo Duarte, Silvania Alves e Chico Prado.


Se o player não estiver visível, acesse: http://yourlisten.com/ProfessorAbud/interferncia-santos-dumont-e-a-conquista-do-ar#ixzz3fA5wSkpj