sábado, 8 de agosto de 2020

Interferência: Osmar Santos, o pai da matéria

Olá, Curiosos!

Hoje vamos interferir na história de um radialista que é tido como um dos mais importantes em seu campo de atuação.

Ele completou 71 anos de idade recentemente. Para muitos que o acompanharam do início dos anos 1970, quando estreou na Jovem Pan, até meados dos anos 90, após passagens pela Globo, Gazeta e Record, ele é o PAI DA MATÉRIA quando o assunto é narração esportiva com técnica e emoção. 

É isso aí, garotinho!
Em dia de decisão no futebol, cada um tem na memória um momento importante em que Osmar Santos massageou o ego da galera... Acompanhe no vídeo abaixo o quadro Interferência, apresentado no canal "Olá, Curiosos!" deste sábado, dia 08 de agosto.



Outros lances do Pai da Matéria, que após sofrer um acidente de carro passou a se dedicar a pintura de quadros, você acompanha no podcast Peças Raras, em áudio produzido em 2007, no player abaixo:


sábado, 1 de agosto de 2020

Interferência em vídeo: Lives relembram trajetória da Difusora Jetmusic de São Paulo


Neste sábado, 1º de agosto, o programa de curiosidades criado há 19 anos por Marcelo Duarte e que, até semana passada, era transmitido pela Rádio Bandeirantes, ganhou um canal no Youtube. 

O "Olá, Curiosos!" conta com a mesma equipe e está no mesmo horário do programa de rádio, das 10 às 12h. Você pode acompanhar ao vivo ou a qualquer momento, neste canal do Guia dos Curiosos

O quadro Interferência continua a contar histórias e curiosidades do rádio. Acompanhe no vídeo abaixo, a estreia nessa nova versão. Falamos sobre a Difusora e a série de lives que têm trazido de volta a trajetória da emissora, a partir de uma iniciativa de Luiz Fernando Magliocca, que foi um dos diretores da Jetmusic. 




Abaixo, a edição completa do primeiro episódio. Assista, assine o canal para acompanhar os próximos e siga na sintonia do programa mais curioso e inteligente da atualidade:




Conheça mais da história da Difusora na entrevista de Edu Malaveia, autor de "Plenimúsica - memórias de um ouvinte de rádio malcomportado", ao podcast Peças Raras, no player abaixo:

sábado, 25 de julho de 2020

Interferência: 1 ano sem Juarez Soares




No Interferência, que pode ser acompanhado no vídeo acima, acompanhe um trecho do programa "Apito Final", no dia da conquista da Copa de 1994; e trecho da conversa de Juarez Soares com o apresentador Carlos Fernando, quando ele lembrou da estreia do Balancê, que recebeu Florestan Fernandes, no momento em que o país vivia o processo de redemocratização, mas ainda tinha resquícios de dias nada fáceis. 

Há pouco mais de 16 anos, em 17 de julho de 1994, a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato. Na TV, o Show do Esporte teve comando de Luciano do Valle e, entre os inúmeros destaques da equipe, os comentários de Juarez Soares. 

Além da Bandeirantes, na TV, o jornalista passa também pela Globo, SBT, Record e Cultura. Até que há um ano, a crônica esportiva perde a inteligência e os comentários precisos de Juarez. Quando morre, em 23 de julho de 2019, aos 78 anos, estava atuando na RedeTV e também no time da Rádio Transamérica.

Aliás, no rádio, o China, como era conhecido, também teve grande destaque e a confiança de Pedro Luís Paoliello e de Osmar Santos. Ao lado deles e de outros nomes importantes do esporte, Juarez participa de momentos memoráveis em emissoras como Globo/Excelsior, Tupi e Gazeta. 

Nos anos 80, foi o primeiro apresentador do programa Balancê, outro projeto que tinha a marca do jornalista: a de valorizar a liberdade de expressão e não se limitar a assuntos esportivos. O programa estreia na Globo, em abril de 1980 e tem como primeiro apresentador justamente Juarez Soares. Em 1988, quando o programa era levado ao ar na Rádio Gazeta AM, o entrevistado foi justamente Juarez Soares. 

Ouça a edição especial levada ao ar no ano passado, no podcast Peças Raras, em que há outros trechos do programa Balancê:




domingo, 19 de julho de 2020

Homenagem a José Paulo de Andrade


Nesta edição especial produzida para o programa "Você é Curioso?", uma série de áudios raros com o "Zé do Pulo": 

- Um depoimento sobre a influência do pai para que se apaixonasse pelo futebol e pelo rádio; 

- Hélio Ribeiro e Zé Paulo contam como nasce "O Pulo do Gato"; 

- No antigo quadro "Plantão Trapalhão", Claudio Junqueira traz uma deliciosa história sobre um "gato" que importunava os vizinhos e rendeu um B.O. curioso; 

- Áudio histórico de 1992, quando José Paulo de Andrade, pela Bandeirantes, e Heródoto Barbeiro, pela CBN, colocaram no ar o ex-ministro do trabalho, Magri, e Volnei Avila (do INSS). - Depoimento de Zé Paulo sobre a relação entre ele e a Bandeirantes. No blog Peças Raras, há outros momentos dedicados ao apresentador.

Outros áudios estão neste post no Blog Peças Raras: http://pecasraras.blogspot.com/2020/07/morre-jose-paulo-de-andrade-e-uma-manha.html

Você pode ouvir a homenagem também no player abaixo ou no canal Peças Raras no Spotify, Deezer e outros aplicativos de áudio: 

sábado, 11 de julho de 2020

A literatura brasileira do radioteatro ao podcast



Estamos em meados da década de 1950. Um dos destaques da programação da Rádio Bandeirantes é o História da Literatura Brasileira. A relação entre rádio e literatura parece ideal. Ambos mexem com a imaginação.

Acompanhe o boletim Interferência, do programa "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, no vídeo abaixo:


Ouça uma edição completa com 30 minutos de duração no podcast Peças Raras sobre o assunto:

Adaptações de obras literárias são a origem do radioteatro. Aqui mesmo no Interferência já reconstituímos o principal capítulo dessa história: a dramatização de “A Guerra dos Mundos”, em 1938, a partir do livro de HG Welles.

Voltando à literatura brasileira, antes de Moles, a Bandeirantes conta com José Medina e Otávio Gabus Mendes, que também no final da década de 1930, fazem adaptações de grandes textos para o rádio.

Agora, na era dos podcasts, os radioteatros ou audiodramas também se voltam à literatura brasileira. As adaptações estão no aplicativo Palco Literário Digital.  Lá você encontra alguns trechos para entrar em contato com as obras que já estão disponíveis. Uma delas é o clássico “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.


ACHADOS DO ESPAÇO
Na década de 1930, para estimular o consumo de seus produtos, a Lever decide trazer ao Brasil uma experiência bem-sucedida na matriz: a Lintas, uma agência de publicidade para atender exclusivamente à Unilever.


A partir dos anos 50, a marca passa a patrocinar a produção e distribuição de radioteatros. Já, no final dos anos 1980, sob o comando de Castro Negrão, a Lintas dá nova orientação às produções da Gessy Lever. Entra no ar o projeto Radiocriatividade, tendo por base três atrações: Radio Romance, Radio Riso e Radio Encontro, do qual destacamos a participação de Moacyr Franco no episódio de número 13 do podcast Peças Raras.

Mas como o capítulo que estamos tratando aqui é o da adaptação de obras literárias para o áudio, acompanhe uma edição completa do Rádio Romance – incluindo jingles de produtos da Unilever – do final dos anos 80.


As fitas cassetes com as criações da Lintas eram enviadas às rádios interessadas, com três minutos de publicidade dos variados produtos de limpeza e de toalete da atual Unilever. Aliás, apenas por curiosidade, as novelas nos Estados Unidos, onde o gênero nasceu, são chamadas de “soap opera” justamente porque foram criadas para anunciar produtos de limpeza para o lar e de higiene pessoal.

sábado, 4 de julho de 2020

Homenagem a Gil Gomes



Gil Gomes em entrevista na TV Cultura

Durante as décadas de 1970 e 1980 o estilo de contar histórias de Gil Gomes garante à antiga Rádio Record uma marca registrada das manhãs em cidades do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.

Se estivesse vivo, o comunicador, que nos deixou no final de 2018, teria completado 80 anos de idade neste ano. Para lembrar Gil Gomes, você vai acompanhar algumas peças realmente raras: tem o repórter policial participando do Café com Bobagem no início da década de 1990, uma história completa narrada por Gil Gomes e o quadro Interferência, que produzo para o “Você é Curioso?”, da Rádio Bandeirantes, em que apresento uma conversa que o saudoso comunicador manteve com um outro repórter bem peculiar, Ernesto Varela, personagem vivido por Marcelo Tas.

Ouça o especial no podcast Peças Raras no player abaixo ou neste link:



E já que o Gil Gomes comentou sobre as inúmeras imitações que eram feitas dele, aqui você ouve uma participação do repórter policial no Café com Bobagem. No início dos anos 1990, a turma estava na Rádio Bandeirantes, mas até hoje continua no ar no SBT e na Transcontinental FM.  

E já que o assunto é imitação de Gil Gomes, Mario Okuhara, amigo radialista e também colaborador do “Você é Curioso?”, com o boletim Mais 81, fez um boletim incrível sobre programas policiais no Japão.

O sucesso de Gil Gomes, que foi uma das maiores audiências do rádio nos anos 1980, ao lado de outros grandes comunicadores como Eli Corrêa, Afanázio Jazadji e Zé Bettio, vai além de um talento singular para contar histórias.
Era na voz dele que o público acompanhava a dramatização de crimes violentos e envoltos em mistério. Também havia histórias de amor e ciúme. E é uma dessas que você vai ouvir com o jeito único de contar histórias que marcou a trajetória de Gil Gomes no rádio.

Em julho de 1989, Maria Tereza P. Costa defendeu sua dissertação de mestrado. Intitulada “A justiça em Ondas Médias: o programa Gil Gomes”, o texto, cujo link você encontra na postagem sobre essa homenagem ao radialista no blog Peças Raras, analisou histórias e cartas dos ouvintes entre os anos de 1977 e 1987. Nessa época, o repórter policial estava no auge de sua carreira e era líder de audiência pela Rádio Record de São Paulo. Compartilho aqui algumas observações da hoje antropóloga e professora Maria Tereza Costa contidas na dissertação, que foi lançada pela Editora da Unicamp:



Antes de Gil Gomes, a crônica policial radiofônica já havia contado com outros programas que fizeram história, como “O Crime não Compensa”, na Rádio Record, e o não menos famoso “Patrulha Bandeirantes”. Aliás, essa foi a primeira reconstituição que fizemos em 2014, quando comecei o quadro Interferência no “Você é Curioso?”. A dramatização contou com a participação mais do que especial de Salomão Ésper. É com esse áudio que vamos terminar mais uma edição do podcast Peças Raras.

Outras reconstituições de programas de rádio feitas no Interferência podem ser acompanhadas no blog www.interferenciaradiobandeirantes.blogspot.com

sábado, 27 de junho de 2020

Interferência - O rádio faz escola




Em um país de dimensões continentais, o rádio chega em lugares em que não há sequer sinal de internet e às vezes nem de TV.
Quando as salas de aula migram para as salas das casas dos alunos, o centenário meio de comunicação volta a ocupar um lugar central.
Entre dezenas de regiões em que o rádio tem transmitido educação é em Caicó, no Rio Grande do Norte, que encontramos uma experiência das mais interessantes. A Rádio Rural, criada em 1963 justamente para irradiar aulas, agora volta a servir de sintonia entre professores e alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos
E como na época em que o rádio teve sua fase de ouro, na zona rural, as aulas são apresentadas às 7 da noite, no momento em que os alunos estariam na escola, após um dia de trabalho.
As aulas acontecem com os melhores recursos radiofônicos, com música ao vivo, entrevistas e debates sobre os conteúdos das aulas e ainda a participação dos alunos/ouvintes.
Em tempos de isolamento social, o rádio se mantém em sintonia com o pensamento  do professor Edgar Roquette-Pinto, o pai do rádio no Brasil. Ele costumava dizer que “O rádio é o jornal de quem não sabe ler, o mestre de quem não pode ir à escola;  o animador de novas esperanças e o consolador do enfermo"