Todo primeiro sábado do mês, tem Interferência no "Você é Curioso?", programa de variedades que é apresentado das 10 às 12 horas na Rádio Bandeirantes. O quadro traz informações sobre um programa que fez história na emissora e, em seguida, os apresentadores Marcelo Duarte e Silvânia Alves - com a participação de convidados especiais - reconstituem um roteiro original ou adaptado da atração.
Faz 65 anos (em 5 de agosto de 1955) que o Brasil recebeu em choque a notícia de que
uma das primeiras rainhas da nossa música popular havia morrido, após um ataque
cardíaco, com apenas 46 anos de idade. A informação, como era comum na época,
veio na voz de Heron Domingues, locutor do Repórter Esso na Rádio Nacional do
Rio de Janeiro. Nesta edição especial do Interferência, que agora é apresentado em versão audiovisual dentro do programa "Olá, Curiosos!", sucessor do "Você é Curioso?", veja o momento em que a notícia é transmitida no estúdio da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Ainda nessa homenagem, acompanhe o depoimento de César Ladeira sobre a "pequena notável".
Ouça também uma edição dedicada à artista que marcou a música, o rádio e o cinema e ficou conhecida no mundo todo no podcast Peças Raras, disponível no player abaixo e também em plataformas como Spotify, Deezer, Google Podcasts e Apple Podcasts.
Olá, Curiosos! Hoje vamos interferir na história de um radialista que é tido como um dos mais importantes em seu campo de atuação. Ele completou 71 anos de idade recentemente. Para muitos que o acompanharam do início dos anos 1970, quando estreou na Jovem Pan, até meados dos anos 90, após passagens pela Globo, Gazeta e Record, ele é o PAI DA MATÉRIA quando o assunto é narração esportiva com técnica e emoção. É isso aí, garotinho! Em dia de decisão no futebol, cada um tem na memória um momento importante em que Osmar Santos massageou o ego da galera... Acompanhe no vídeo abaixo o quadro Interferência, apresentado no canal "Olá, Curiosos!" deste sábado, dia 08 de agosto. Outros lances do Pai da Matéria, que após sofrer um acidente de carro passou a se dedicar a pintura de quadros, você acompanha no podcast Peças Raras, em áudio produzido em 2007, no player abaixo:
Neste sábado, 1º de agosto, o programa de curiosidades criado há 19 anos por Marcelo Duarte e que, até semana passada, era transmitido pela Rádio Bandeirantes, ganhou um canal no Youtube. O "Olá, Curiosos!" conta com a mesma equipe e está no mesmo horário do programa de rádio, das 10 às 12h. Você pode acompanhar ao vivo ou a qualquer momento, neste canal do Guia dos Curiosos. O quadro Interferência continua a contar histórias e curiosidades do rádio. Acompanhe no vídeo abaixo, a estreia nessa nova versão. Falamos sobre a Difusora e a série de lives que têm trazido de volta a trajetória da emissora, a partir de uma iniciativa de Luiz Fernando Magliocca, que foi um dos diretores da Jetmusic.
Abaixo, a edição completa do primeiro episódio. Assista, assine o canal para acompanhar os próximos e siga na sintonia do programa mais curioso e inteligente da atualidade:
Conheça mais da história da Difusora na entrevista de Edu Malaveia, autor de "Plenimúsica - memórias de um ouvinte de rádio malcomportado", ao podcast Peças Raras, no player abaixo:
No Interferência, que pode ser acompanhado no vídeo acima, acompanhe um trecho do programa "Apito Final", no dia da conquista da Copa de 1994; e trecho da conversa de Juarez Soares com o apresentador Carlos Fernando, quando ele lembrou da estreia do Balancê, que recebeu Florestan Fernandes, no momento em que o país vivia o processo de redemocratização, mas ainda tinha resquícios de dias nada fáceis.
Há pouco mais de 16 anos, em 17 de julho de 1994, a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato. Na TV, o Show do Esporte teve comando de Luciano do Valle e, entre os inúmeros destaques da equipe, os comentários de Juarez Soares. Além da Bandeirantes, na TV, o jornalista passa também pela Globo, SBT, Record e Cultura. Até que há um ano, a crônica esportiva perde a inteligência e os comentários precisos de Juarez. Quando morre, em 23 de julho de 2019, aos 78 anos, estava atuando na RedeTV e também no time da Rádio Transamérica. Aliás, no rádio, o China, como era conhecido, também teve grande destaque e a confiança de Pedro Luís Paoliello e de Osmar Santos. Ao lado deles e de outros nomes importantes do esporte, Juarez participa de momentos memoráveis em emissoras como Globo/Excelsior, Tupi e Gazeta. Nos anos 80, foi o primeiro apresentador do programa Balancê, outro projeto que tinha a marca do jornalista: a de valorizar a liberdade de expressão e não se limitar a assuntos esportivos. O programa estreia na Globo, em abril de 1980 e tem como primeiro apresentador justamente Juarez Soares.
Em 1988, quando o programa era levado ao ar na Rádio Gazeta AM, o entrevistado foi justamente Juarez Soares. Ouça a edição especial levada ao ar no ano passado, no podcast Peças Raras, em que há outros trechos do programa Balancê:
Nesta edição especial produzida para o programa "Você é Curioso?", uma série de áudios raros com o "Zé do Pulo": - Um depoimento sobre a influência do pai para que se apaixonasse pelo futebol e pelo rádio; - Hélio Ribeiro e Zé Paulo contam como nasce "O Pulo do Gato"; - No antigo quadro "Plantão Trapalhão", Claudio Junqueira traz uma deliciosa história sobre um "gato" que importunava os vizinhos e rendeu um B.O. curioso; - Áudio histórico de 1992, quando José Paulo de Andrade, pela Bandeirantes, e Heródoto Barbeiro, pela CBN, colocaram no ar o ex-ministro do trabalho, Magri, e Volnei Avila (do INSS).
- Depoimento de Zé Paulo sobre a relação entre ele e a Bandeirantes.
No blog Peças Raras, há outros momentos dedicados ao apresentador. Outros áudios estão neste post no Blog Peças Raras: http://pecasraras.blogspot.com/2020/07/morre-jose-paulo-de-andrade-e-uma-manha.html
Você pode ouvir a homenagem também no player abaixo ou no canal Peças Raras no Spotify, Deezer e outros aplicativos de áudio:
Estamos em meados da década de 1950. Um dos
destaques da programação da Rádio Bandeirantes é o História da Literatura
Brasileira. A relação entre rádio e literatura parece ideal. Ambos mexem com a
imaginação. Acompanhe o boletim Interferência, do programa "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, no vídeo abaixo:
Ouça uma edição completa com 30 minutos de duração no podcast Peças Raras sobre o assunto:
Adaptações de obras literárias são a origem
do radioteatro. Aqui mesmo no Interferência já reconstituímos o principal capítulo
dessa história: a dramatização de “A Guerra dos Mundos”, em 1938, a partir do
livro de HG Welles.
Voltando à literatura brasileira, antes de Moles, a
Bandeirantes conta com José Medina e Otávio Gabus Mendes, que também no final
da década de 1930, fazem adaptações de grandes textos para o rádio.
Agora, na era dos podcasts, os radioteatros ou
audiodramas também se voltam à literatura brasileira. As adaptações estão no
aplicativo Palco Literário Digital.Lá
você encontra alguns trechos para entrar em contato com as obras que já estão
disponíveis. Uma delas é o clássico “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado
de Assis.
ACHADOS
DO ESPAÇO
Na década de 1930, para estimular
o consumo de seus produtos, a Lever decide trazer ao Brasil
uma experiência bem-sucedida na matriz: a Lintas, uma agência de
publicidade para atender exclusivamente à Unilever.
A partir dos anos 50, a marca passa a patrocinar
a produção e distribuição de radioteatros. Já, no final dos anos 1980, sob o
comando de Castro Negrão, a Lintas dá nova orientação às produções
da Gessy Lever. Entra no ar o projeto Radiocriatividade, tendo por
base três atrações: Radio Romance, Radio Riso e Radio Encontro, do qual
destacamos a participação de Moacyr Franco no episódio de número 13 do podcast
Peças Raras.
Mas como o capítulo que estamos
tratando aqui é o da adaptação de obras literárias para o áudio, acompanhe uma
edição completa do Rádio Romance – incluindo jingles de produtos da Unilever –
do final dos anos 80.
As fitas cassetes com as criações da Lintas eram
enviadas às rádios interessadas, com três minutos de publicidade dos variados
produtos de limpeza e de toalete da atual Unilever. Aliás, apenas por
curiosidade, as novelas nos Estados Unidos, onde o gênero nasceu, são chamadas
de “soap opera” justamente porque foram criadas para anunciar produtos de
limpeza para o lar e de higiene pessoal.
Durante as décadas de 1970 e 1980 o estilo de contar
histórias de Gil Gomes garante à antiga Rádio Record uma marca registrada das
manhãs em cidades do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.
Se estivesse vivo, o comunicador, que nos deixou no final de
2018, teria completado 80 anos de idade neste ano. Para lembrar Gil Gomes, você
vai acompanhar algumas peças realmente raras: tem o repórter policial
participando do Café com Bobagem no início da década de 1990, uma história completa
narrada por Gil Gomes e o quadro Interferência, que produzo para o “Você é
Curioso?”, da Rádio Bandeirantes, em que apresento uma conversa que o saudoso
comunicador manteve com um outro repórter bem peculiar, Ernesto Varela,
personagem vivido por Marcelo Tas.
Ouça o especial no podcast Peças Raras no player abaixo ou neste link:
E já que o Gil Gomes comentou sobre as inúmeras imitações
que eram feitas dele, aqui você ouve uma participação do repórter policial no
Café com Bobagem. No início dos anos 1990, a turma estava na Rádio
Bandeirantes, mas até hoje continua no ar no SBT e na Transcontinental FM.
E já que o assunto é imitação de Gil Gomes, Mario Okuhara, amigo
radialista e também colaborador do “Você é Curioso?”, com o boletim Mais 81,
fez um boletim incrível sobre programas policiais no Japão.
O sucesso de Gil Gomes, que foi uma das maiores audiências
do rádio nos anos 1980, ao lado de outros grandes comunicadores como Eli
Corrêa, Afanázio Jazadji e Zé Bettio, vai além de um talento singular para
contar histórias.
Era na voz dele que o público acompanhava a dramatização de
crimes violentos e envoltos em mistério. Também havia histórias de amor e
ciúme. E é uma dessas que você vai ouvir com o jeito único de contar histórias
que marcou a trajetória de Gil Gomes no rádio.
Em julho de 1989, Maria Tereza P. Costa defendeu sua
dissertação de mestrado. Intitulada “A justiça em Ondas Médias: o programa Gil
Gomes”, o texto, cujo link você encontra na postagem sobre essa homenagem ao
radialista no blog Peças Raras, analisou histórias e cartas dos ouvintes entre
os anos de 1977 e 1987. Nessa época, o repórter policial estava no auge de sua
carreira e era líder de audiência pela Rádio Record de São Paulo. Compartilho
aqui algumas observações da hoje antropóloga e professora Maria Tereza Costa
contidas na dissertação, que foi lançada pela Editora da Unicamp:
Antes de Gil Gomes, a crônica policial radiofônica já havia
contado com outros programas que fizeram história, como “O Crime não Compensa”,
na Rádio Record, e o não menos famoso “Patrulha Bandeirantes”. Aliás, essa foi
a primeira reconstituição que fizemos em 2014, quando comecei o quadro
Interferência no “Você é Curioso?”. A dramatização contou com a participação
mais do que especial de Salomão Ésper. É com esse áudio que vamos terminar mais
uma edição do podcast Peças Raras.