sábado, 2 de março de 2013

Interferência - Primo Rico, Primo Pobre

"E aquele sujeito muito rico recebe mais uma vez a infortuna visita daquele parente muito pobre"

O quadro de maior sucesso do humorístico "Balança mas não Cai", que fica no ar entre 1950 e 1967 no rádio e depois ganha uma versão televisiva, era o da dupla Paulo Gracindo, o primo rico, e Brandão Filho, o primo pobre.

No player abaixo, Silvânia Alves e Marcelo Duarte, apresentadores do "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, dão voz a mais um Interferência. Acompanhe o resultado.



O humor da época era ingênuo e inteligente. Ideal para que crianças e adultos permanecessem reunidos na sala, em torno do aparelho de rádio.

Acompanhe outras reconstituições e Interferências em www.interferenciaradiobandeirantes.blogspot.com


 


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Interferência - Rádio Camanducaia

Nesta edição do quadro Interferência, apresentado todo primeiro sábado do mês no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, Marcelo Abud traz uma entrevista de Odayr Baptista. Ouça no player abaixo.

 
Baptista fala sobre a origem e a evolução de sua principal criação, a Rádio Camanducaia. Conheça como nasceu a ideia do nome da atração ainda nos anos 60 e de que forma a "emissora" passou pelas emissoras Jovem Pan (no genial Show de Rádio, de Estevan Sangirardi) e Bandeirantes (no final dos anos 1990).

Na sequência, tem a reconstituição da Rádio Camanducaia, com as atuações dos apresentadores do "Você é Curioso?" Marcelo Duarte e Silvânia Alves.

Ouça mais:
- Clique aqui e ouça uma edição da Rádio Camanducaia em sua época áurea. 

- Neste link, uma entrevista exclusiva com Odayr Baptista, que conta a trajetória profissional dele antes, durante e depois da Camanducaia.

- Acompanhe aqui outras Interferências com resgates de programas que marcaram época na Rádio Bandeirantes.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Interferência - Marco do Amanhã, de Hélio Ribeiro

“Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou 'a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo'. Eu sou apenas o instrumento.Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão. Ah, com alegria, muita alegria… Se possível.”

Em meados da década de 70, quando era diretor e supervisor da Rádio Bandeirantes, Hélio Ribeiro cria o Marco do Amanhã. À meia-noite, uma mensagem de otimismo - para que o dia terminasse bem e o seguinte começasse ainda melhor - figurava nas aberturas das então chamadas Noites das Estações. A atração teve como apresentadoras Maria Aparecida Alves, Áurea Maria e Branca Amaral. O patrocínio era da Viação Cometa.

Ouça o quadro Interferência com a reconstituição de um Marco do Amanhã, nas vozes de Marcelo Duarte e Silvania Alves.




 Os áudios contidos nesse "Interferência" são do acervo do Memorial Hélio Ribeiro: www.helioribeiro.com.br

Usar o rádio para o teimoso trabalho de tentar melhorar o mundo. Essa foi a missão de José Magnoli, nome verdadeiro do radialista, jornalista, publicitário e narrador Hélio Ribeiro. Durante mais de três décadas, o comunicador leva inovação e originalidade, além da voz marcante, às mais importantes emissoras de São Paulo: Jovem Pan, Tupi, Globo, Difusora, Gazeta, Capital e Bandeirantes, na qual também foi correspondente nos Estados Unidos.

O poder da mensagem do comunicador começa a ser transmitido ainda na década de 60, quando é aprovado por Blota Júnior para trabalhar na Rádio Panamericana, atual Jovem Pan. Mas é na década de 70, com as crônicas de opinião no Jornal do Meio Dia, da Rádio Bandeirantes, que se torna conhecido em todo o país. Hélio Ribeiro também ficou famoso por suas traduções livres de músicas estrangeiras para o português.

Ouça mais:
Acompanhe aqui as edições anteriores do Interferência.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Interferência - O Lado B de Beting, o humor de Joelmir

Foto de Beto Hora revela Joelmir Beting com anotações para
o boletim As 3 Faces da Moeda, escrito em um papel de laboratório,
no qual havia feito exame antes de chegar à Rádio Bandeirantes

No "Você é Curioso?" deste sábado, dia 1º de dezembro, foi ao ar mais uma justa homenagem a Joelmir Beting. Entre os destaques, o quadro que produzo, Interferência, traz o lado bem humorado do saudoso comentarista e apresentador. Acompanhe no player abaixo:


No áudio, você se diverte com uma paródia ao texto primoroso de Joelmir e seus tradicionais trocadilhos, levada ao ar pela equipe do Show de Rádio no Jornal do Riso, em 1985; e também com passagens hilárias narradas no Na Geral, em participação especial do comentarista em 10 de novembro de 2009.
(se o player não estiver visível ou quiser baixar este áudio, clique aqui)

Ouça mais:
Acompanhe o post que publicamos anteriormente, com entrevistas de Joelmir ao jornalista Paulo Galvão, no Sofá Bandeirantes e a Milton Neves no Terceiro Tempo; emocione-se também com a leitura da carta escrita por Mauro Beting ao vivo, na Rádio Bandeirantes, ao saber da passagem do pai.

 

sábado, 6 de outubro de 2012

Interferência: Hebe, estrela que brilha!

Foto extraída do site Hebe na Web
O Interferência, quadro que produzo todo primeiro sábado do mês para o "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, homenageia Hebe Camargo e relembra da fase da artista no rádio.


 
Ouça o quadro, que reconstitui o programa Gente que Brilha, tradicional no rádio dos anos 50. Na sequência, de quebra, curta também o quadro Caçadores da Música Perdida, conduzido por Antonio Mier, também sobre a fase em que Hebe era mais cantora do que apresentadora.

Hebe Camargo se foi junto com um tempo em que eram comuns “amigos, tardes e petecas”. 

Recentemente, em texto sobre a telenovela no Brasil, o ator Lima Duarte escreveu sobre os amigos que se encontravam à tarde, no pátio da Rádio Tupi, no Sumaré em São Paulo. Corria o ano de 1948. Ele, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues, Walter Forster, Heitor Andrade, Dionísio Azevedo, Ribeiro Filho e Osni Silva costumavam se reunir para jogar peteca, entre uma produção e outra, em um tempo em que o radioteatro era ao vivo e envolvia grandes elencos.

Mas a brincadeira da turma foi interrompida, diante do anúncio da construção da primeira emissora de TV da América Latina naquele terreno. 

Hebe estava no lugar certo, na hora certa. Não apenas como coadjuvante. Em 1949, ela integra o grupo que vai ao Porto de Santos buscar os equipamentos que tornariam possível a primeira transmissão de TV. No dia da inauguração, em 18 de setembro de 1950, no entanto, ela – que cantaria o Hino da Televisão – prefere acompanhar seu namorado em outro evento e é substituída por aquela que se torna sua melhor amiga, Lolita Rodrigues.

Mas Hebe queria mesmo é ser cantora e, já em 1943, com apenas 14 anos de idade, acompanha o pai, que vem a São Paulo integrar a Orquestra da Rádio Difusora. A estreia oficial, no entanto, acontece em 1944, quando imita Carmem Miranda no tradicional programa Clube do Papai Noel, atração que abria espaço para crianças demonstrarem seus talentos. Daí pra frente, forma o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá e, em seguida, com a irmã Stella Monteiro, cria a dupla caipira Rosalinda e Florisbela. 

Ficaria consagrada como a estrelinha do samba e, mais tarde, como “a estrela de São Paulo”. Em paralelo à carreira de apresentadora, nunca deixou de cantar.

Uma história que começou a quase 70 anos. Durante todo esse tempo, Hebe não saiu de cena e brilhou no rádio e na TV até virar uma estrela verdadeira na manhã do último sábado, 29 de setembro. Para homenagear a rainha da TV brasileira, vamos interferir na programação do rádio dos anos 50 e trazer de volta a magia das rainhas da música daquele tempo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Osvaldo Moles e o humor da década de 1950

O quadro Interferência, levado ao ar todo primeiro sábado do mês no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, relembra Osvaldo Moles e o programa de estreia dele na emissora, em 1951: Ritornello da Rua Paula Souza. Ouça no player abaixo a reconstituição com os apresentadores-radioatores Marcelo Duarte e Silvânia Alves e as participações do jornalista Bruno Micheletti e do radialista Odayr Baptista.


(se o player não estiver visível ou quiser baixar o áudio, clique aqui)

Sobre Osvaldo Moles
É difícil encontrar alguém que não conheça Adoniran Barbosa e seu estilo característico de humor ítalo-paulistano na música. O que nem todo mundo sabe é que atrás do grande sambista há um grande redator. 

Osvaldo Moles divide com o poeta do povo a autoria de alguns de seus maiores sucessos.

A dupla também é responsável por momentos marcantes do humor radiofônico. O auge dessa parceria está em Histórias das Malocas, que fica no ar entre 1955 e 1965, pela Rádio Record. Nele, Adoniran interpreta o personagem Charutinho.

As histórias de Moles e da Rádio Bandeirantes encontram um ponto em comum em 1951. A chegada do criativo redator contribui para transformar a emissora na mais popular emissora paulista.




domingo, 8 de julho de 2012

Ary Silva colocava Bola ao Ar no final dos anos 1930

Acervo Gazeta da Zona Norte

Às vésperas dos Jogos Olímpicos em Londres, Interferência coloca a Bola ao Ar e dá voz a uma Crônica à Torcida Amiga, marca registrada do saudoso Ary Silva.

Ouça no player abaixo o quadro, que traz a trajetória do profissional e a reconstituição de um trecho do Bola ao Ar, o primeiro programa esportivo da Rádio Bandeirantes.


(se o player não estiver visível ou quiser baixar este áudio, clique aqui)

Ouça também um Cantinho de Saudade para Ary Silva, na voz de Milton Neves

Em 21 de junho de 1917 nasce Ary Silva, um jornalista responsável por grandes feitos para a crônica e para o esporte brasileiros. Antes de ficar conhecido pelas tradicionais Crônicas à Torcida Amiga, Ary teve uma trajetória repleta de pioneirismos.

Em 1936, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, toma conhecimento de que a Philips recruta vendedores de rádio. Tenta, mas não obtém êxito na empreitada. No entanto, por sugestão do gerente de vendas, Nelson de Lorenzi, atleta do salto de vara, busca a sorte como repórter esportivo. Diante do Prof. Roberto Haddock Lobo, então chefe de esportes do Diário de São Paulo, antigo órgão dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, consegue a primeira oportunidade. Com apenas 19 anos, é efetivado como repórter esportivo, em 1º de outubro de 1936, com um salário de 200 mil réis, um bom montante, equivalente a mais de 70.000 reais nos dias de hoje.

Dá novos saltos na crônica esportiva com conquistas importantes. Ainda em 36, participa da cobertura dos jogos olímpicos de Berlim e dos primeiros jogos abertos do interior. Em 37, entra na luta como fundador do Sindicato dos Jornalistas; Em 38, cobre a concentração da seleção brasileira de futebol para a copa do mundo da França. Em 39, a convite de Otávio Gabus Mendes, forma o Departamento de Esportes da Rádio Bandeirantes. É quando dá o pontapé inicial para a trajetória das coberturas da emissora com o Bola ao Ar.

Na mesma época, inova ao criar o primeiro programa esportivo feminino do rádio brasileiro: Eva no Esporte. Ary escreve crônicas como se fosse uma mulher falando de esportes e conta com a leitura e interpretação das radioatrizes da emissora. Uma delas: Maria Estela Barros.

Em 1941, funda a ACEESP – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Fica na Bandeirantes até 1947. Em 51, torna-se o primeiro comentarista da TV Brasileira, ao lado de Aurélio Campos, na Tupi. Em 58, a convite de Paulo Machado de Carvalho, integra a comissão que elabora o plano para a conquista da nossa primeira copa do mundo, na Suécia. Tinha orgulho de ter participado da fundação do jornal A Gazeta da Zona Norte, em 63, onde manteve uma coluna com o slogan dos tempos da Rádio Bandeirantes: “Torcida Amiga, bom dia”, até abril de 2001, quando morre em São Paulo.



Fotos: acervo A Gazeta da Zona Norte
Colaborações: Camila Alvarenga e Daniel Grecco