sábado, 3 de dezembro de 2011

O Show de Rádio do humor na hora da decisão

Olga e Estevam Sangirardi na produção do Show do Rádio

O quadro Interferência, produzido e apresentado por mim todo primeiro sábado do mês no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, aproveita o momento decisivo do Campeonato Brasileiro e coloca na área um dos primeiros programas a misturar humor e futebol.

O Show de Rádio é relembrado a partir de depoimentos da saudosa Olga Sangirardi, produtora do programa em sua fase de maior repercussão, e também dos apresentadores do Na Geral Lélio Teixeira e Zé Paulo da Glória.

A recosntituição traz um momento histórico em que, na década de 1980, Lord Didu Morumbi reuniu em sua mansão os torcedores dos times adversários, para a festa de fim de ano. Dessa vez, Marcelo Trombada e Silvanoninha são os convidados do grã-fino sãopaulino para assistirem juntos ao jogo decisivo entre Corinthians e Palmeiras. Ouça no player abaixo.


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De quebra, como bônus, acompanhe também a estreia do Especialista do mês de dezembro. O professor de História do Rádio da FAAP, Flávio Porto, fala sobre os primeiros anos da Rádio Bandeirantes.


sábado, 5 de novembro de 2011

Interferência #9: Walter Silva e O Pick-up do Pica Pau

O quadro Interferência do mês de novembro relembrou O Pick-up do Pica Pau. Conheça algumas passagens marcantes do programa e depois acompanhe a reconstituição de um bloco do programa de maior audiência do rádio brasileiro, depois da chegada da TV.

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Em 7 de março de 1972, Walter Silva retorna à emissora que o havia projetado nacionalmente com o seu Pick-up do Pica Pau. Naquela ocasião, a Folha de São Paulo comenta a importância da volta do comunicador à "mais popular emissora paulista". Veja:




sábado, 1 de outubro de 2011

Interferência para o mês das crianças

Todo primeiro sábado do mês tem Interferência, quadro que produzo para o Você é Curioso?, da Rádio Bandeirantes.

Para abrir o mês das crianças, a edição deste dia 1º de outubro apresentou a ligação entre contos infantis e o rádio, que começa já no final dos anos 1930.

A Bandeirantes tinha o melhor elenco de jovens talentos. Lia de Aguiar, Vida Alves, Cassiano Gabus Mendes e Geraldo Blota, quando ainda eram crianças, brincavam de fazer teatro. O palco era uma espécie de poço em uma casa de calçados da rua São Bento, no centro de São Paulo.

A líder da diversão era a também jovem Sagramor de Scuvero (no destaque, como "garota-propaganda" em anúncio publicado na Folha da Manhã de 09 de setembro de 1954). Ela adaptava e radiofonizava textos da literatura infanto-juvenil. Essa história resulta em um dos primeiros programas de rádio destinados a essa faixa de idade.

Para relembrar daqueles tempos em que os programas infantis estiveram em cena, fique com os protagonistas Silvânia Alves e Marcelo Duarte, que contam com as participações de Rafael Colombo e Laura Dal Rovere para lembrar do Teatro de Brinquedo.


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O Teatro de Brinquedo tem sua pré-estreia na Bandeirantes em 27 de junho de 1939. Oficialmente entra no ar em 3 de agosto de 1939 e é exibido às 4 e meia da tarde das quintas-feiras. Logo o divertimento cresce e as peças passam a ser encenadas no Centro do Professorado Paulista, em um teatro para mil pessoas.

O elenco da atração conta com crianças de 7 a 12 anos, que aprendem a sapatear, declamar e a falar de maneira clara em uma Escola de Arte criada com esta finalidade.

Acompanhe todos os episódios da série Interferência aqui.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Interferência 07 - Futebol de Ouro


Imagem extraída do blog Palmeiras: uma história gloriosa

Um dos nomes fortes da TV Brasileira, Boni passou por importantes emissoras de rádio, inclusive pela Bandeirantes, quando assumiu a direção artística em 1963. Com experiência nos dois meios de Comunicação, Boni costuma afirmar que o rádio é uma TV com imaginação.

Na década de 60, o ouvinte da mais popular emissora paulista já sabe que futebol é com a Bandeirantes. A equipe liderada pelo saudoso Fiori Giglioti transmitia as mais incríveis emoções ao torcedor. Já retratamos aqui o Cantinho da Saudade, por exemplo. No mesmo caminho, outra atração levava poesia e colocava em campo grandes momentos do esporte preferido da torcida brasileira.

O Futebol de ouro é de um tempo em que os jogos eram registrados apenas nas páginas dos jornais. A atração ia ao ar na jornada esportiva do final de semana, antes da transmissão do jogo. A equipe de produção buscava em publicações antigas os detalhes de alguma importante partida das décadas de 20 e de 30, quando o rádio ainda não transmitia futebol lance a lance.

A temperatura, o clima no estádio, o número de torcedores, a escalação, os principais lances... tudo era reconstituído em uma simulação perfeita dos fatos. Futebol de Ouro levava o ouvinte àqueles dias memoráveis para trazer de volta os velhos mestres da pelota.

Que tal agora viajar no túnel do tempo e imaginar uma transmissão feita em 02 de outubro de 1966 com todo o “scretch” do rádio esportivo, incluindo o saudoso Fiori Giglioti e o então repórter de campo José Paulo de Andrade. Imagine que essa transmissão simula um jogo ocorrido muitos anos antes, mais precisamente em 12 de novembro de 1933, quando São Paulo da Floresta e Palestra Itália decidem o primeiro Campeonato Paulista da fase profissional do futebol no Brasil. Imaginou? Então, agora ouça a reconstituição deste momento memorável com Marcelo Duarte na narração; Eliezer dos Santos no comando da "jornada" e Francisco Prado na reportagem.

Ouça no player abaixo o Interferência do dia 03 de setembro de 2011, apresentado no "Você é Curioso?" e reprisado no "Fanáticos por Futebol":


(se o player não estiver visível ou quiser baixar o áudio, clique aqui)



sábado, 13 de agosto de 2011

Interferência do Ouvinte no "Você é Curioso?"

Fotos: André Rizzatto - assessoria de Comunicação da Bandeirantes

Neste sábado, dia 13 de agosto, a Casa de Portugal, em São Paulo, recebeu mais de 900 ouvintes curiosos para acompanhar de perto a festa do programa comandado todo sábado por Marcelo Duarte e Silvânia Alves na Rádio Bandeirantes.

Acima, algumas imagens do evento, com destaque para o quadro Interferência, que reconstituiu a tradicional Crônica do Ouvinte.

A Interferência especial foi da ouvinte Ludimar Gomes Molina, de Praia Grande (no mosaíco, na foto inferior esquerda). A história enviada por ela ganhou voz na interpretação emocionante de Silvania Alves e pode ser acompanhada no player abaixo.
O quadro fez ainda um balanço da importância do saudoso Antonio Carvalho durante os quase 40 anos que permaneceu na Bandeirantes.

sábado, 2 de julho de 2011

Interferência 05 - Cinema em Seu Lar

Já imaginou ligar o rádio e assistir ao filme que está em cartaz nos cinemas da cidade? Nos anos 40, o jornalista, radialista, roteirista e diretor de cinema Otávio Gabus Mendes leva ao ar exatamente esta proposta pela Rádio Bandeirantes.

Inicialmente feita dentro do Teatro Para Você, a sessão de filmes radiofonizados logo ganha um espaço exclusivo com o nome de Cinema em seu Lar. A atração é apresentada aos domingos, no então horário nobre do rádio, às 7 da noite. Era a época em que o aparelho permanecia em local privilegiado da sala e a família se reunia em torno dele para se informar e se divertir.

Agora é hora de imaginar. Acompanhe a adaptação para o rádio do curta-metragem Mentira, de Flávia Moraes, baseado no conto A Aliança, uma das Comédias da vida Privada de Luis Fernando Veríssimo. Ouça no player abaixo as interpretações de Marcelo Duarte, Silvânia Alves e Antonio Myer:

Interferência - Cinema em Seu Lar - Curta Mentira by pecasraras


Saiba mais sobre o Cinema em Seu Lar:
Para recriar as histórias das telonas, no início, o próprio Gabus Mendes ia ao cinema e, mesmo no escuro, escrevia os diálogos. No dia seguinte, o filme estava no ar, radiofonizado. O radialista ainda cuidava da sonoplastia e integrava o elenco do radioteatro.

Um anúncio publicado no jornal Folha da Noite de 10 de agosto de 1946 (no destaque) anuncia para aquela noite de domingo a adaptação para o rádio de Indiscrição, de Peter Godfrey, que estava em cartaz. No elenco, Cassiano Mendes, Maria Estela Barros, o próprio Otávio Gabus Mendes, Moncha Rios e Aramis della Torre. O público-ouvinte acompanha a história de uma escritora solteira que alcança êxito com uma coluna sobre amor e casamento e que se vê obrigada a inventar uma falsa família na noite de Natal. A apresentação aconteceu um mês antes do falecimento precoce, aos 40 anos de idade, de Otávio Gabus Mendes.

Cinema em seu Lar tem continuidade com Ivani Ribeiro no trabalho de adaptação dos roteiros para a linguagem radiofôncia, enquanto Walter Forster liderava e dirigia o elenco de radioatroes que atuavam no programa.

Com o tempo, as próprias distribuidoras cinematográficas perceberam que a radiofonização do filme gerava publicidade. Com isso, chegam a ceder à emissora scripts até de títulos que ainda seriam lançados. É o que acontece, por exemplo, em 7 de dezembro de 1946, com a radiofonização da Comédia Romântica O Pecado de Clunny Brown

Com a substituição da imagem pelo som, a recriação da película era tão fiel que surpreendia não só aos ouvintes, mas também à crítica especializada e aos próprios participantes. No final do programa, havia espaço para a leitura das cartas enviadas pelos fãs ao elenco, que aproveitava a oportunidade para agradecer de viva voz os ouvintes.

Aqui tem mais Interferência. Ouça as edições anteriores.




quinta-feira, 9 de junho de 2011

Interferência 04 - Um Cantinho para Fiori

"Você é doente, louco, apaixonado, desvairado, fanático por futebol?" Então ouça - no player abaixo - o Cantinho da Saudade especial em homenagem ao "locutor da torcida brasileira" Fiori Giglioti.


A pesquisa e o texto são meus. A interpretação, de Milton Neves. A sonorização de Roger Palm.
(se o player não estiver visível, clique aqui para ouvir. Se quiser baixar o arquivo, clique com o botão da direita do mouse e opte por "Salvar Destino como")

Anúncio publicado em 1954 no jornal Folha da Noite


Leia mais:Aqui você tem acesso ao texto que foi radiofonizado nessa homenagem

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Interferência 03 - Rádio Romance de José Medina

José Medina, ex-cineasta, fez história
no início da Rádio Bandeirantes


Todo primeiro sábado do mês, tem Interferência no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes. Na edição deste dia 04 de junho, em função da proximidade do Dia dos Namorados, o gênero destacado é o Rádio Romance.
Acompanhe a reconstituição de um trecho de "Sonho ou Realidade?", radioteatro da década de 40, escrito por José Medina. No elenco, Walker Blaz, Marcelo Duarte, Silvânia Alves e Francisco Prado.

(Se quiser baixar o áudio, clique com o botão direito do mouse e opte por "salvar destino como")

Saiba mais:
Quando surge, em 1937, a Bandeirantes é considerada uma emissora de elite, especializada na então denominada “música fina”. Demora pouco, no entanto, para que uma nova programação a transforme na “mais popular emissora paulista”. Em 39, com Otávio Gabus Mendes na direção artística, o radioteatro entra em cena. A iniciativa é aplaudida pelo público, que passa a tanto se emocionar, quanto se divertir com todo e qualquer tema transmitido neste formato.

Na equipe de Gabus Mendes, destaca-se o ex-cineasta José Medina. Responsável por um dos primeiros filmes rodados em São Paulo, Fragmentos da Vida, Medina havia se desencantado com a Sétima Arte. Isto porque, após o laboratório dele se incendiar, perde todo o material cinematográfico que possuía.

Na Bandeirantes, José Medina assume o papel de Diretor de Broadcasting. Profissional incansável, é também autor de boa parte dos textos de radioteatro de grande audiência nos anos 40 e 50.

Humor, drama, auto-ajuda... durante 16 anos na emissora, Medina escreve de tudo... inclusive centenas de contos no melhor estilo “água com açúcar”. O radioteatro destinado a este gênero é denominado Rádio Romance; e apresenta dramatizações com meia hora de duração.
É o trecho de uma dessas histórias que você ouve na reconstituição do Interferência com os protagonistas Marcelo Duarte e Silvânia Alves.


Interferência 02 - Sistema RB 55


Todo primeiro sábado do mês, tem Interferência comigo no "Você é Curioso?". Neste dia 07 de maio, falamos sobre o RB-55.  O sistema recebe este nome porque RB passa a ser a abreviação de Rádio Bandeirantes e 55 foi o ano de implantação do novo modelo.


No player acima, você acompanha o quadro e, em seguida, a reconstituição do RB-55, com as participações de Marcelo Duarte, Silvânia Alves e Rafael Colombo.
(para baixar este áudio, clique com o botão da direita do seu mouse aqui)


Saiba mais sobre o Sistema RB- 55 aqui


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Interferência 01 - Patrulha Bandeirantes



Neste sábado, 02 de abril, estreou o quadro Interferência, no Você é Curioso?, da Rádio Bandeirantes. No primeiro sábado de cada mês, vou comandar a atração no programa de variedades da emissora que vai ao ar das 10 às 12 horas.

Confesso que interferir como colaborador de um dos programas que mais gosto (o outro é o Na Geral) na emissora que mais admiro é um dos maiores prêmios que já tive em minha carreira de comunicador.

Acompanhe aqui a 1ª edição do quadro e, em seguida, alguns comentários enviados pelos ouvintes.
(Se o player não estiver visível, clique aqui)

Na estreia, falamos sobre o programa pioneiro do gênero policial no rádio, o Patrulha Bandeirantes. Na sequência, os apresentadores Marcelo Duarte e Silvânia Alves contam com as participações mais que especiais de Salomão Ésper e Francisco Prado para reproduzir nos dias de hoje o formato de radioteatro do antigo programa.

Conheça mais:
Patrulha Bandeirantes. Defendendo a cidade contra com o crime. Não havia em São Paulo quem não conhecesse esse bordão. Entre 1955 e 1974, o programa se destina a dramatizar os crimes publicados pelos jornais no dia anterior.

Apresentado toda manhã, o radioteatro contava ainda com utilidade pública e com a ronda das delegacias no quadro “As Bronca e os Afano do Dia”. Durante boa parte de sua permanência no ar, o narrador titular foi Leonardo de Castro. No elenco, merecem destaque também Muíbo César Cury e Ronaldo Baptista.

Os sons de tiros, batidas de carros, gritos e de tudo o que dava clima às histórias radiofonizadas pelo Patrulha Bandeirantes permaneceram no ar até 1974. É curioso observar o sucesso do programa em uma fase em que o radioteatro já não era comum. As equipes estavam enxutas e os grandes elencos tinham perdido espaço para os disck-jóckeis. No campo policial, repórteres especializados se encarregam de narrar histórias de crimes. Na própria Bandeirantes, José Gil Avilé, o Beija-Flor, foi pioneiro no estilo.

Lançada e idealizada por Clodoaldo José, Patrulha Bandeirantes chegou a ter sua versão televisiva. No dia13 de maio de 1967 entra no ar a TV Bandeirantes. No anúncio publicado nos principais jornais, o texto ressalta que naquela segunda-feira, às 4 e meia da tarde, o início da “programação completa” incluía... o Clube dos Heróis, o primeiro capítulo de Os Miseráveis, Ary Toledo, Jericho, Patrulha Bandeirantes e Os Titulares da Notícia, outro grande jornalístico que teve origem na Rádio Bandeirantes (veja anúncio da Folha de São Paulo no início desta postagem).

Patrulha Bandeirantes surge em um período em que o rádio já sofria a concorrência da TV. Aos poucos, boa parte do elenco, da programação e da verba publicitária migram para o novo meio de comunicação.
O rádio busca saídas mais econômicas. O elenco de radioteatro se torna reduzido e passagens curiosas ganham espaço, como a contada por Salomão Ésper envolvendo Zezinho Cutulo.

Patrulha Bandeirantes marcou época e até hoje faz escola no rádio brasileiro. Entre os grandes nomes que escreveram para o programa, além de Clodoaldo José, destacam-se Luiz de Oliveira, Arapuã, Cardoso Silva, Hélio Rossi, Chico de Assis e Thalma de Oliveira.

OUÇA MAIS:
Acompanhe aqui uma história completa levada ao ar em dezembro de 1972 e reapresentada no programa Memória, do jornalista Milton Parron.


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